
Política
Haddad diz estar confortável com possíveis nomes para vice em chapa ao governo de São Paulo
Ex-ministro afirmou que Marina Silva, Márcio França e Simone Tebet são nomes de peso

Foto: José Cruz/Agência Brasil
O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) afirmou estar "muito confortável" com os nomes cotados para compor sua chapa na disputa pelo Governo de São Paulo. Entre as possibilidades estão a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), o ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), e a ministra do Planejamento, Simone Tebet (PSB).
Apesar de a definição sobre a vaga de vice ainda não ter sido oficializada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) orientou a pré-campanha de Haddad a trabalhar com a perspectiva de que o posto ficará com o PSB.
Segundo Haddad, a escolha do vice ultrapassa os limites da política paulista e envolve articulações em âmbito nacional, especialmente porque o PSB também possui dois pré-candidatos ao Senado em São Paulo.
"Isso está um pouco na esfera federal. O PSB está com dois candidatos ao Senado, então isso vai acabar de alguma maneira resvalando não só em São Paulo. O que tenho dito e repito é que estou muito confortável com meus companheiros de chapa: Marina, Márcio e Simone, para mim, são um luxo", declarou.
O petista elogiou os possíveis aliados e destacou a trajetória política de cada um. "É uma coisa alvissareira poder contar com nomes dessa projeção, passado ético inabalável e serviços prestados. O Márcio, que já foi governador do estado. É uma situação muito confortável. Então, qualquer que seja a solução que a gente venha a alcançar, ela vai contar com o meu entusiasmo", acrescentou.
O principal impasse gira em torno da disputa por vagas ao Senado. Além de Marina Silva e Simone Tebet, Márcio França também aparece como opção para a corrida senatorial. Nos bastidores, Lula teria demonstrado preferência pelos nomes de Marina e Tebet, avaliando que a ministra do Meio Ambiente pode fortalecer a campanha na capital e região metropolitana, enquanto Tebet teria maior alcance eleitoral no interior paulista.
França, por sua vez, tem resistido à possibilidade de assumir a vice na chapa de Haddad. A estratégia do socialista seria buscar um mandato a partir de 2027, após ter sido derrotado na eleição para o Senado em 2022.
Ao comentar as negociações, Haddad afirmou que deseja uma definição construída coletivamente entre as lideranças do PT e do PSB. "Eu gostaria, por eles, que o vice-presidente Geraldo Alckmin e o presidente Lula chamassem para uma reunião e a gente pudesse decidir juntos, com ou sem mim, porque de fato já disse aos dois que estou confortável com a solução que o PSB tomar", concluiu.
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