
Política
Crise com Michelle e ida aos EUA ampliam rejeição de Flávio Bolsonaro, diz Quaest
Pesquisa mostra aumento da rejeição ao senador e indica que briga familiar e atuação em Washington afetaram sua imagem entre eleitores

Foto: Reprodução/Redes Sociais
Segundo a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) aponta que o senador Flávio Bolsonaro (PL) enfrenta um aumento da rejeição em meio aos recentes desgastes da pré-campanha à Presidência. Segundo o levantamento, 57% dos brasileiros afirmam conhecer o senador e não votariam nele, um ponto percentual acima do registrado em junho.
De acordo com a análise da Quaest, a piora ocorre após uma sequência de episódios, como a divulgação dos vídeos em que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro acusa o enteado de desrespeitá-la e a viagem de Flávio aos Estados Unidos, onde discursou contra o tarifaço sobre produtos brasileiros e defendeu o Pix.
A pesquisa também mostra que 45% dos entrevistados consideram que Michelle acertou ao divulgar os vídeos, enquanto 38% avaliam que ela errou. Além disso, a Quaest aponta que a percepção de que Flávio é mais moderado que outros integrantes da família Bolsonaro caiu entre os eleitores.
Segundo o instituto, esses episódios contribuíram para o desgaste do senador, especialmente entre eleitores independentes e da direita não bolsonarista. Entre esse último grupo, o apoio a Flávio caiu de 90% em abril para 74% em julho. Já entre os bolsonaristas, o índice recuou de 97% para 91% no mesmo período.
O levantamento ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
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