Domingo, 09 de agosto de 2026

Faça parte do canal da Metropole no WhatsApp

Home

/

Notícias

/

Política

/

Como ficam as alianças de Lula e Flávio Bolsonaro nos maiores colégios eleitorais do país

Política

Como ficam as alianças de Lula e Flávio Bolsonaro nos maiores colégios eleitorais do país

Após as convenções, presidente mantém força no Nordeste e busca ampliar espaço no Sudeste, enquanto senador tenta avançar na região onde o petista tem vantagem histórica

Como ficam as alianças de Lula e Flávio Bolsonaro nos maiores colégios eleitorais do país

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado/Ricardo Stuckert

Por: Metro1 no dia 08 de agosto de 2026 às 14:15

Atualizado: no dia 08 de agosto de 2026 às 14:18

Com os palanques estaduais definidos após o fim das convenções partidárias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) entram na corrida presidencial com estratégias diferentes nos oito maiores colégios eleitorais do país.

Enquanto o presidente mantém alianças mais fortes no Nordeste e tenta ampliar seu espaço no Sudeste, o senador busca avançar na região onde o petista tem vantagem histórica e consolidar o apoio do campo da direita.

Juntos, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Ceará concentram mais de 100 milhões de eleitores, quase 70% do eleitorado brasileiro.

Na Bahia, primeiro maior colégio eleitoral do Nordeste, o cenário é favorável a Lula, mas a oposição aparece dividida na disputa presidencial. Nos demais estados, as alianças também mostram diferenças entre os acordos locais e o apoio nacional às duas candidaturas.

Bahia

Com 11,8 milhões de eleitores, a Bahia mantém um cenário favorável a Lula. O governador Jerônimo Rodrigues (PT) disputa a reeleição com o apoio do presidente, enquanto ACM Neto (União Brasil) lidera a oposição.

Apesar de ser candidato ao governo contra Jerônimo, ACM Neto declarou apoio a Ronaldo Caiado para a Presidência e não será palanque de Flávio Bolsonaro no estado.

Flávio, porém, terá aliados na chapa de Neto. Os candidatos ao Senado Angelo Coronel (Republicanos) e João Roma (PL) já declararam voto no senador.

Do lado de Lula, Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT) disputam as duas vagas ao Senado.

São Paulo

Maior colégio eleitoral do país, São Paulo tem 31,2 milhões de eleitores. O palanque de Lula será liderado pelo ex-ministro Fernando Haddad (PT), candidato ao governo, com Márcio França (PSB) como vice.

A chapa terá ainda Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) na disputa pelo Senado.

Flávio terá o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) como principal aliado na disputa estadual. Tarcísio busca a reeleição, enquanto Guilherme Derrite (PP) e André de Paula (PL) concorrem ao Senado.

Apesar do apoio de Tarcísio, o Republicanos não embarcou nacionalmente na candidatura de Flávio.

Minas Gerais

Segundo maior colégio eleitoral, Minas Gerais tem 16,7 milhões de eleitores. Lula terá o ex-prefeito de Belo Horizonte Patrus Ananias (PT) como candidato ao governo, com Jarbas Soares Júnior (PSB) de vice. Marília Campos (PT) concorre ao Senado.

No campo de Flávio, Flávio Roscoe (PL) será candidato ao governo, com Charlles Evangelista (PL) como vice.

O cenário da direita ficou dividido após as idas e vindas envolvendo o senador Cleitinho (Republicanos), que acabou tendo a candidatura ao governo confirmada pelo partido.

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, com 13,5 milhões de eleitores, Flávio enfrentou dificuldades para formar alianças em seu próprio reduto.

O PL terá Douglas Ruas como candidato ao governo, com Carlos Portinho e Carlos Jordy na disputa pelo Senado. Fernanda Louback será candidata a vice.

Do lado de Lula, o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) disputa o governo e terá Benedita da Silva (PT) como candidata ao Senado.

A chapa de Flávio perdeu aliados durante a formação das candidaturas, entre eles Cláudio Castro e Márcio Canella.

Paraná

No Paraná, que tem 8,9 milhões de eleitores, Flávio terá o senador Sergio Moro (PL) como candidato ao governo.

O palanque também reúne Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL), candidatos ao Senado. A estratégia do grupo é explorar a ligação dos nomes com a Operação Lava Jato.

Lula terá Roberto Requião Filho (PDT) na disputa pelo governo. Para o Senado, os candidatos são Gleisi Hoffmann (PT) e Doutor Rosinha (PT).

Rio Grande do Sul

Com 8,8 milhões de eleitores, o Rio Grande do Sul terá Luciano Zucco (PL) como candidato de Flávio ao governo.

Marcel Van Hattem (Novo) e Sanderson (PL) concorrem ao Senado pelo palanque bolsonarista, que reúne partidos como PP, Novo, Republicanos e Podemos.

Lula terá Juliana Brizola (PDT) na disputa pelo governo, com Edegar Pretto (PT) como vice. Manuela d’Ávila (PSOL) e Paulo Pimenta (PT) disputam o Senado.

Pernambuco

Pernambuco tem 7,2 milhões de eleitores. Lula decidiu apoiar o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) na disputa pelo governo, depois de fracassar a tentativa de formar um palanque duplo com a governadora Raquel Lyra (PSD).

Raquel, que lidera as pesquisas, optou pela neutralidade na disputa presidencial.

João Campos terá Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT) como candidatos ao Senado. No palanque de Flávio, o principal nome será o deputado federal Mendonça Filho (PL), candidato ao Senado.

Ceará

No Ceará, a definição do palanque de Flávio provocou uma crise dentro do bolsonarismo. O PL local fechou apoio à candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao governo.

A decisão gerou críticas de Michelle Bolsonaro, que questionou a aliança com Ciro. A chapa terá Roberto Cláudio (União Brasil) como vice e Capitão Wagner (União Brasil) candidato ao Senado.

Do lado de Lula, o governador Elmano de Freitas (PT) disputa a reeleição com o apoio do presidente. Cid Gomes (PSB) e Lizianne Lins (Rede) concorrem ao Senado.