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Fim da “taxa das blusinhas” avança no Congresso após aprovação em comissão

Política

Fim da “taxa das blusinhas” avança no Congresso após aprovação em comissão

Proposta será votada ainda hoje pela Câmara dos Deputados; se aprovada, seguirá para o Senado

Fim da “taxa das blusinhas” avança no Congresso após aprovação em comissão

Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

Por: Metro1 no dia 02 de setembro de 2026 às 14:30

Atualizado: no dia 02 de setembro de 2026 às 14:52

O fim da chamada “taxa das blusinhas” foi aprovado nesta quarta-feira (2) pela comissão mista do Congresso Nacional. A medida provisória suspende o imposto de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 e seguirá ainda nesta quarta para votação na Câmara dos Deputados e, posteriormente, no Senado.

Caso seja aprovada pelo Congresso, o Governo Federal terá prazo de 180 dias, contados a partir da publicação da nova lei, para colocar as mudanças em vigor.

O relatório, elaborado pela senadora Leila Barros (PDT), foi aprovado com algumas alterações. Entre elas está a inclusão de uma “trava antifraude”, a ser regulamentada pelo Poder Executivo, que estabelecerá limites para o cálculo da redução dos impostos.

A medida tem como objetivo combater o fracionamento de remessas, prática em que encomendas maiores são divididas em envios menores, além de desestimular a revenda de produtos adquiridos com o benefício fiscal.

Leila também incluiu no texto o monitoramento dos impactos da nova lei sobre a economia. A primeira avaliação deverá ser realizada três meses após a entrada em vigor da medida, enquanto as demais ocorrerão a cada seis meses.

O acompanhamento será voltado aos setores têxtil e de vestuário, calçados, acessórios, brinquedos e cosméticos. Entre os pontos que deverão ser analisados estão os impactos sobre emprego e renda, a competitividade da indústria e do comércio nacional, os preços dos produtos, as compras internacionais, a diferença entre bens importados e nacionais e os efeitos sobre a arrecadação.

Ao todo, foram apresentadas 112 emendas ao texto da relatora. Uma das sugestões acatadas prevê a isenção do imposto de importação sobre medicamentos destinados ao tratamento de doenças raras ou que atingem, principalmente, a população de baixa renda, desde que sejam adquiridos por pessoas físicas para uso próprio.