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Em meio à crise no STF, Mendonça pede que Judiciário “honre a confiança” da população

Política

Em meio à crise no STF, Mendonça pede que Judiciário “honre a confiança” da população

Ministro fez referência religiosa durante evento no TSE, em uma de suas primeiras manifestações públicas após retirar o sigilo de relatório sobre mensagens entre Moraes e Daniel Vorcaro

Em meio à crise no STF, Mendonça pede que Judiciário “honre a confiança” da população

Foto: Victor Piemonte/STF

Por: Metro1 no dia 03 de setembro de 2026 às 17:15

Em meio à crise que envolve integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro André Mendonça pediu nesta quinta-feira (3) que os membros do Judiciário possam “honrar a confiança” depositada pela população nas instituições.

A declaração foi feita durante uma cerimônia no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a assinatura de um pacto com organizações religiosas voltado à promoção da “paz e tolerância” durante as eleições.

Ao discursar, Mendonça destacou a influência dos líderes religiosos e a confiança que eles possuem junto à população. Segundo o ministro, essas lideranças têm um papel importante ao transmitir segurança aos cidadãos e reforçar a importância do voto e da participação social.

Mendonça também ressaltou que o processo eleitoral é um momento em que todos os brasileiros são iguais, independentemente de posição econômica, raça, fé ou sexo.

“Que Deus os abençoe nessa missão e nos abençoe, desse lado da mesa, a e todos que representam o Poder Judiciário e o sistema de Justiça. Que nós possamos honrar a confiança que o povo, o cidadão, deposita em nós e em cada um dos senhores”, afirmou.

A fala está entre as primeiras manifestações públicas de Mendonça desde que o ministro determinou o levantamento do sigilo de um relatório da Polícia Federal que reúne mensagens trocadas entre Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

A divulgação do conteúdo aprofundou a crise no STF. Nas mensagens, Vorcaro pedia a Moraes que atuasse junto ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, para tentar conter o avanço das investigações envolvendo o banco.