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Crise no STF aumenta pressão sobre Fachin após guerra de liminares

Política

Crise no STF aumenta pressão sobre Fachin após guerra de liminares

Ministros cobram atuação do presidente da Corte após decisões de Mendonça e Dino sobre comando da Polícia Federal

Crise no STF aumenta pressão sobre Fachin após guerra de liminares

Foto: Luiz Silveira/STF

Por: Metro1 no dia 09 de setembro de 2026 às 13:22

A disputa entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) por meio de decisões liminares aumentou a pressão sobre o presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, para que adote uma medida capaz de conter a crise interna que se intensificou nos últimos dias.

Fachin foi procurado por ministros por telefone após Flávio Dino derrubar a decisão de André Mendonça que havia determinado o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de inteligência da corporação, Leandro Almada.

Mendonça cobra providências

Um dos contatos partiu do próprio Mendonça. Segundo apuração da TV Globo, o ministro classificou a decisão de Dino como “ilegal” durante a conversa com Fachin e pediu que o presidente do Supremo tomasse providências.

A movimentação ocorre em meio ao aumento das divergências entre integrantes da Corte. Nesta quarta-feira (9), Fachin também deve receber Alexandre de Moraes, vice-presidente do STF e um dos ministros envolvidos na crise relacionada ao caso Master.

Disputa por espaço dentro da Corte

Ministros ouvidos reservadamente avaliam que Fachin precisa assumir a condução da crise e tomar alguma medida para impedir o avanço das disputas entre os grupos ligados a Moraes e Mendonça.

Nos bastidores, integrantes do Supremo avaliam que os dois lados acabaram ultrapassando as prerrogativas do presidente da Corte e contribuíram para esvaziar sua autoridade na condução dos assuntos internos do tribunal.

A decisão de Dino que recolocou Andrei Rodrigues no cargo foi um dos pontos centrais dessa disputa. Nela, o ministro afirmou que Mendonça teria invadido atribuições e não aguardado uma manifestação de Fachin ou do plenário do STF antes de determinar os afastamentos.

Relatórios da Polícia Federal estão no centro da disputa

A divergência envolve dois relatórios produzidos pela Polícia Federal.

Um deles apontou uma suposta relação entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O segundo é um relatório de inteligência, sem valor probatório, que levantou questionamentos sobre a condução, por Mendonça, de investigações relacionadas aos casos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do Banco Master.

Dino considerou que a decisão de Mendonça sobre o comando da Polícia Federal foi tomada sem que Fachin ou o plenário do Supremo tivessem se manifestado sobre os documentos.

Sessão do STF é cancelada

Em meio à escalada da crise, Fachin cancelou a sessão plenária do Supremo que estava prevista para esta quarta-feira (9). O movimento ocorre enquanto o presidente da Corte é pressionado a assumir uma posição diante da sucessão de decisões individuais que colocaram ministros em lados opostos e ampliaram a tensão interna no tribunal.