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SSP de São Paulo nega violação em lacres em celulares apreendidos em operação ligada ao "Dark Horse"

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SSP de São Paulo nega violação em lacres em celulares apreendidos em operação ligada ao "Dark Horse"

Perícia aponta que o lacre de 27 aparelhos apresentavam espaço suficiente para a inserção de "cabos de alimentação e transferência de dados"

SSP de São Paulo nega violação em lacres em celulares apreendidos em operação ligada ao "Dark Horse"

Foto: Reprodução

Por: Metro1 no dia 14 de setembro de 2026 às 14:29

Atualizado: no dia 14 de setembro de 2026 às 15:07

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) do governo de São Paulo (SP) se manifestou, nesta segunda-feira (14), sobre a violação dos lacres de 27 aparelhos apreendidos em junho durante a Operação Wi-Fi, da Polícia Civil.

A gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) negou que tenha ocorrido “acesso, extração, ou manipulação dos dados, tampouco comprometimento da cadeia de custódia” e afirmou que “a fotografia utilizada pela imprensa não retrata os objetos apreendidos na operação”.

A perita criminal Viviane Menezes apontou que os lacres dos objetos recuperados apresentavam um espaço suficiente “para a entrada de cabos de alimentação e transferência de dados, sendo possível a manipulação no interior do equipamento”.

Os equipamentos tiveram a análise recusada, seguindo protocolo do Instituto de Criminalística, e foram devolvidos para adequação das embalagens. Posteriormente, os aparelhos foram reenviados para perícia.

A informação veio à tona após Flávio Dino, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), retirar o sigilo de documentos da Justiça de São Paulo no último domingo (13). Foi constatada falha nos lacres de cinco celulares, nove notebooks e 13 pendrives, apreendidos em endereços associados a Karina Ferreira da Gama, presidente do Instituto Conhecer Brasil (ICB) e dona da GoUp Entertainment, produtora da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, “Dark Horse”.

A Operação Wi-Fi tem como alvos o ICB e a Prefeitura de São Paulo. O município firmou um contrato de R$ 108 milhões por ano com o instituto para a instalação de 5 mil pontos de wi-fi gratuito na periferia da capital paulista até junho de 2025.

Até o momento, foram instalados apenas 3.200 pontos. Além disso, o prazo para a conclusão do serviço foi alterado pelo menos três vezes. O inquérito investiga se houve desvio de recursos do contrato para o financiamento do filme.