
Política
SSP de São Paulo nega violação em lacres em celulares apreendidos em operação ligada ao "Dark Horse"
Perícia aponta que o lacre de 27 aparelhos apresentavam espaço suficiente para a inserção de "cabos de alimentação e transferência de dados"

Foto: Reprodução
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) do governo de São Paulo (SP) se manifestou, nesta segunda-feira (14), sobre a violação dos lacres de 27 aparelhos apreendidos em junho durante a Operação Wi-Fi, da Polícia Civil.
A gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) negou que tenha ocorrido “acesso, extração, ou manipulação dos dados, tampouco comprometimento da cadeia de custódia” e afirmou que “a fotografia utilizada pela imprensa não retrata os objetos apreendidos na operação”.
A perita criminal Viviane Menezes apontou que os lacres dos objetos recuperados apresentavam um espaço suficiente “para a entrada de cabos de alimentação e transferência de dados, sendo possível a manipulação no interior do equipamento”.
Os equipamentos tiveram a análise recusada, seguindo protocolo do Instituto de Criminalística, e foram devolvidos para adequação das embalagens. Posteriormente, os aparelhos foram reenviados para perícia.
A informação veio à tona após Flávio Dino, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), retirar o sigilo de documentos da Justiça de São Paulo no último domingo (13). Foi constatada falha nos lacres de cinco celulares, nove notebooks e 13 pendrives, apreendidos em endereços associados a Karina Ferreira da Gama, presidente do Instituto Conhecer Brasil (ICB) e dona da GoUp Entertainment, produtora da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, “Dark Horse”.
A Operação Wi-Fi tem como alvos o ICB e a Prefeitura de São Paulo. O município firmou um contrato de R$ 108 milhões por ano com o instituto para a instalação de 5 mil pontos de wi-fi gratuito na periferia da capital paulista até junho de 2025.
Até o momento, foram instalados apenas 3.200 pontos. Além disso, o prazo para a conclusão do serviço foi alterado pelo menos três vezes. O inquérito investiga se houve desvio de recursos do contrato para o financiamento do filme.
📲 Clique aqui para fazer parte do novo canal da Metropole no WhatsApp.

