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Mendonça acusa Moraes de distorcer relatórios da PF sobre sua atuação no caso Master

Política

Mendonça acusa Moraes de distorcer relatórios da PF sobre sua atuação no caso Master

Ministro pede arquivamento de ação, investigação sobre a elaboração dos documentos e proibição de novos relatórios com o mesmo direcionamento

Mendonça acusa Moraes de distorcer relatórios da PF sobre sua atuação no caso Master

Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

Por: Metro1 no dia 22 de setembro de 2026 às 09:30

Atualizado: no dia 22 de setembro de 2026 às 09:38

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), acusou Alexandre de Moraes de distorcer o conteúdo de relatórios de inteligência da Polícia Federal (PF). Segundo ele, o colega utilizou os documentos para apontar a existência de “fortes indícios” de crimes em sua atuação na condução dos casos Master e INSS na Corte.

Em resposta às acusações, Mendonça pediu o arquivamento sumário do procedimento. A manifestação foi encaminhada nesta segunda-feira (21) ao presidente do STF, Edson Fachin, no último dia do prazo concedido para que o ministro se pronunciasse sobre o caso.

Além do arquivamento, Mendonça solicitou a abertura de uma investigação sobre a origem, a autoria e as circunstâncias em que foram elaborados os relatórios de inteligência. Ele também pediu que seja expressamente proibida a produção de novos documentos com o mesmo viés ou objeto, por considerar a prática inconstitucional e ilícita.

A manifestação foi apresentada após Moraes recorrer aos relatórios, produzidos no contexto das operações Sem Desconto e Compliance Zero, para apontar possíveis crimes de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade atribuídos a Mendonça.

Os documentos foram elaborados por integrantes da PF para analisar a atuação de Mendonça à frente das investigações. O próprio material, no entanto, ressalta que não possui valor probatório e foi produzido para subsidiar decisões em um cenário de informações incompletas.

Em sua resposta, Mendonça argumenta que Moraes tratou os relatórios como provas. Para o ministro, as informações reunidas são “meros relatos unilaterais” de integrantes da Polícia Federal, que incluem impressões e opiniões sobre o trabalho realizado pelos próprios agentes nas operações.

O magistrado também contestou o procedimento utilizado para obter os documentos. Em 1º de setembro, Moraes determinou que o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, encaminhasse ao Inquérito das Fake News relatórios de inteligência que mencionassem ministros do Supremo. A corporação cumpriu a ordem.

Antes de conceder prazo para a resposta de Mendonça, Fachin solicitou uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). Em seguida, estabeleceu cinco dias úteis para que o ministro se pronunciasse sobre a forma, o conteúdo e a regularidade do procedimento, incluindo questões processuais.