
Política
Fux dá 72 horas para AGU se manifestar sobre proibição das bets
Entidades do setor pedem ao STF a suspensão da medida provisória e alegam avanço do mercado ilegal de apostas

Foto: Victor Piemonte/STF
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 72 horas para que a Advocacia-Geral da União (AGU) se manifeste sobre uma ação que questiona a medida provisória do governo federal que proibiu o funcionamento das bets no Brasil. O despacho foi assinado nesta sexta-feira (2).
Relator de ações sobre o tema, Fux tomou a decisão em um processo apresentado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), que também acionaram o Supremo, pedem a suspensão imediata da medida. As entidades alegam que a proibição provocou um “exponencial e indevido aumento do mercado ilegal”.
Segundo as associações, um monitoramento do Observatório contra o Mercado Ilegal identificou 833 novos sites clandestinos apenas no último fim de semana. O número foi apresentado pelas próprias entidades na ação, sem referência a um levantamento de órgão público.
As organizações argumentam que a continuidade da medida pode enfraquecer o mercado regulamentado antes de o Congresso concluir a análise da norma, além de comprometer a proteção dos apostadores. A ANJL também pede que o STF reconheça a constitucionalidade da legislação que regulamentou as apostas no país.
As entidades solicitam que a proibição seja suspensa até a análise da medida pelo Congresso ou o julgamento da ação pelo Supremo. Caso o pedido principal seja negado, defendem que a suspensão beneficie ao menos as empresas já autorizadas a operar. Como alternativa, propõem um prazo de transição de pelo menos seis meses para o encerramento das atividades.
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