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Após post pedindo demissão de eleitores de Lula, Justiça manda deputada do PL apagar publicações sob pena de multa

Política

Após post pedindo demissão de eleitores de Lula, Justiça manda deputada do PL apagar publicações sob pena de multa

Liminar atende parcialmente pedido do Ministério Público do Trabalho e fixa multa de R$ 5 mil por dia; deputada do Paraná também publicou mensagem do tipo

Após post pedindo demissão de eleitores de Lula, Justiça manda deputada do PL apagar publicações sob pena de multa

Foto: Redes sociais / Reprodução

Por: Metro1 no dia 27 de outubro de 2026 às 15:13

A Justiça do Trabalho determinou que a deputada estadual Índia Armelau (PL-RJ) terá 48 horas para retirar das redes sociais, de sites e de aplicativos de mensagens publicações que incentivam empresários a demitir ou perseguir funcionários “petistas”, com multa caso descumpra. A liminar, divulgada nesta terça-feira (27), atende em parte a um pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT) no Rio de Janeiro, que ajuizou ação civil pública contra a parlamentar ainda na terça.

Um dia após a vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, na segunda-feira (26), Índia Armelau, que teve a maior votação para a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) nas eleições de 2026, orientou empresários a olhar as redes sociais dos funcionários para ver se haviam manifestado apoio ao presidente. “Acho que não faz sentido nenhum manter na tua empresa quem odeia empresários”, escreveu. A deputada tem quase 1 milhão de seguidores.

No Paraná, a deputada estadual eleita Jessica Ramos Moreno (PL), a Jessicão, que também é vereadora em Londrina, publicou no X, no mesmo dia, mensagem em que recomendava demitir empregados petistas e trocar prestadores de serviço, como barbeiros, que apoiaram Lula. Ela foi a candidata mais votada ao Legislativo estadual do Paraná. O texto original não informa se há decisão judicial ou ação do MPT sobre o caso dela.

Em caso de descumprimento, a multa é de R$ 5 mil por dia. Na decisão, o juiz do Trabalho Leonardo Saggese Fonseca destacou que, como integrante do Parlamento, a deputada deve respeitar as diferentes posições políticas e evitar discursos que possam estimular ódio, perseguição ou discriminação.

O que diz a lei

A legislação brasileira proíbe práticas discriminatórias nas relações de trabalho. Segundo a Lei nº 9.029/1995, a dispensa motivada por convicção política pode ser considerada discriminatória e levar a indenização e até reintegração ao emprego, inclusive de empregados domésticos. O advogado criminalista Marcelo Colen avalia que a fala de Jessicão incentiva uma conduta ilegal, mas ressalva que a demissão por posicionamento político não é, por si só, crime. O MPT também pode apurar manifestações desse tipo, inclusive por dano moral coletivo.