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Ex-ministro Paulo Guedes é alvo de investigação da PF por suspeita de crime financeiro

Política

Ex-ministro Paulo Guedes é alvo de investigação da PF por suspeita de crime financeiro

Inquérito apura suspeita de crimes contra o sistema financeiro e corre sob sigilo em Curitiba

Ex-ministro Paulo Guedes é alvo de investigação da PF por suspeita de crime financeiro

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Por: Metro1 no dia 29 de outubro de 2026 às 14:35

Atualizado: no dia 29 de outubro de 2026 às 15:27

A Polícia Federal investiga o ex-ministro da Economia Paulo Guedes e o empresário Fábio Lino de Almeida, dono da empresa OnilX, por suspeita de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. A OnilX atua no mercado de criptoativos e ganhou clientes ao prometer retorno de até 2,8% ao mês. Hoje, parte dos investidores afirma não conseguir resgatar o dinheiro aplicado. O inquérito foi aberto em fevereiro deste ano e tramita sob sigilo na 9ª Vara Federal de Curitiba, com acompanhamento do Ministério Público Federal (MPF).

O ex-ministro teria prestado consultoria à companhia, participado de reuniões estratégicas e conversado com possíveis investidores. Sua imagem também aparecia em materiais de divulgação. Em uma publicação da própria empresa, Guedes foi retratado ao lado de Fábio Lino e de executivos da Visa, em encontro classificado como de “alta relevância estratégica”. A empresa nega qualquer irregularidade e diz operar dentro da legalidade no mercado de ativos virtuais.

Supostos crimes de Guedes

O nome de Guedes aparece ainda em ações movidas por clientes da empresa de criptomoedas. Em uma delas, um casal que cobra R$ 876,5 mil da OnilX diz ter mantido e ampliado os aportes depois de uma reunião com o ex-ministro na sede da empresa, em abril. Quatro meses depois, segundo os autores, o pedido de resgate não foi atendido.

Em outro processo, mensagens anexadas aos autos mostram uma assessora da empresa citando a presença de Guedes para atrair um potencial cliente, a quem ofereceu uma reunião com ele para tratar de estratégias de investimento. Na investigação, foram contabilizadas 108 ações judiciais contra o grupo entre 12 de junho e 10 de setembro. Os autores relatam dificuldade para retirar valores investidos em produtos ligados a criptomoedas e stablecoins, e alguns processos levantam suspeita de pirâmide financeira.

Em janeiro, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) determinou a suspensão de ofertas públicas de serviços de intermediação de valores mobiliários pela empresa. Em abril, a decisão foi mantida, com o esclarecimento de que a restrição não alcança a simples intermediação de criptoativos como Bitcoin, Ethereum e USDT, quando não houvesse promessa de rendimento ou contrato de investimento.

O procedimento foi registrado em 10 de fevereiro e apura crimes previstos na Lei nº 7.492/1986, que trata do sistema financeiro. Houve movimentações em setembro e outubro, com intimações e diligências policiais.