Política

"Não sei se chamo de presidente ou de interventor", diz Wagner sobre Temer

O ex-ministro do governo Dilma, Jaques Wagner, manifestou o seu descontentamento com o afastamento da ex-presidente do poder, determinada na última quarta-feira (31) pelo Senado, em entrevista à Rádio Metrópole nessa sexta-feira (2) [Leia mais...~]

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Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Bárbara Silveira e Matheus Morais no dia 02 de Setembro de 2016 ⋅ 08:15

O ex-ministro do governo Dilma, Jaques Wagner, manifestou o seu descontentamento com o afastamento da ex-presidente do poder, determinada na última quarta-feira (31) pelo Senado, em entrevista à Rádio Metrópole nessa sexta-feira (2). Com vasta lista de críticas ao atual presidente Michel Temer, Wagner reafirmou que o governo não possui legitimidade e que é fruto de um "golpe".

Mas apesar de discordar da saída de Dilma, o ex-governador assumiu os erros da gestão.  “Em 2016 a gente estava completando 31 anos de democracia ininterrupta, sem golpe. A minha opinião é que ela [ Dilma] foi eleita legitimamente. Claro que teve a crise econômica, a gente exagerou na dose, desoneração fiscal. Nada justifica o que fizeram. Eu considero que foi uma exceção, nada justifica, violentaram a democracia, a câmara no comando do Cunha e ele será cassado”, disse

Wagner reiterou a denúncia de Dilma que o processo foi baseado em chantagens. “Foi o tempo todo na tentativa de chantagem, naquilo do conselho  ética, eu não topei e ela não topou fazer esse tipo de acordo. A imagem do Brasil está desgastada lá fora. Estamos recorrendo ao STF e considero que o governo, não sei se chamo ele [Temer] de presidente ou interventor . No fundo virou uma eleição indireta fantasiada de impeachment, isso ofende a democracia”, reclamou.

Após assumir, Temer seguiu para a China. Segundo Wagner, ainda no governo de Dilma foi assegurado um investimento de 20 bilhões de dólares oriundo dos chineses. “Espero que consiga realizar alguma coisa. Ele foi para China e vai chegar dizendo que vai trazer 20 bilhões de dólares, que já estavam previstos. Assim como a olimpíada foi preparada pelo governo de Dilma. Vamos continuar trabalhando e ajudando o governo de Rui Costa e ajudando os prefeitos, participando da campanha. Eles se irritam quando a gente fala em golpe. Mas, ela teve um desempenho positivo. Minha mãe de 92 anos disse que a paciência dela [Dilma] é admirável”, concluiu. 

 

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