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Executivos da Odebrecht devem assinar acordo de delação premiada nesta semana

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Executivos da Odebrecht devem assinar acordo de delação premiada nesta semana

Cerca de 80 executivos da empreiteira Odebrecht devem assinar nesta semana acordos de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e com a força-tarefa da Operação Lava Jato. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, funcionários da empresa devem ir até Brasília na próxima sexta-feira (24) para acertar os últimos detalhes do acordo de colaboração nas investigações que apuram esquemas de corrupção na Petrobras. [Leia mais...]

Executivos da Odebrecht devem assinar acordo de delação premiada nesta semana

Foto: Divulgação

Por: Matheus Simoni no dia 23 de novembro de 2016 às 14:42

Cerca de 80 executivos da empreiteira Odebrecht devem assinar nesta semana acordos de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e com a força-tarefa da Operação Lava Jato. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, funcionários da empresa devem ir até Brasília na próxima sexta-feira (24) para acertar os últimos detalhes do acordo de colaboração nas investigações que apuram esquemas de corrupção na Petrobras.

Detido desde junho do ano passado, Marcelo Odebrecht, herdeiro e ex-presidente do grupo, firmou um acordo de pena de dez anos, sendo que cumprirá mais um em regime fechado, ficando preso até o fim de 2017. Ele foi preso em 19 de junho de 2015 na 14.ª fase da Lava Jato, batizada de "Erga Omnes". Marcelo foi condenado pelos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Após firmar a acordo com a empreiteira, a PGR encaminhará o material para a homologação pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, responsável pelos julgamentos da Lava Jato no Supremo.

Segundo a Folha, o Ministério Público Federal (MPF) e os advogados dos delatores esperam que a validação dos depoimentos deve acontecer ainda este ano. Em paralelo, a Odebrecht deve assinar em Curitiba o acordo de leniência em que se compromete a pagar uma multa entre R$ 6 bilhões e R$ 7 bilhões em 20 anos. Esse dinheiro será dividido entre o Brasil, que ficará com a maioria do montante, Estados Unidos e Suíça.