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Governador nega saída do PT, mas reclama do partido: "Se acomodou"

Política

Governador nega saída do PT, mas reclama do partido: "Se acomodou"

"O PT cometeu muitos erros. E eu diria que o erro grave foi num momento que tinha mais força no país, no governo Lula, que não encarou esse modelo velho, arcaico, de financiamneto de campanha política, de uma estrutura política que não corresponde a um Brasil novo. O PT passou a dançar a música que há décadas se dançava no Brasil", disse o governador. [Leia mais...]

Governador nega saída do PT, mas reclama do partido: "Se acomodou"

Foto: Tácio Moreira/Metropress

Por: Lorena Dias e Matheus Morais no dia 22 de dezembro de 2016 às 08:44

Em entrevista à Rádio Metrópole na manhã desta quinta-feira (22), o governador Rui Costa foi questionado sobre uma possível saída do Partido dos Trabalhadores (PT). "Se eu fosse mudar de partido porque alguns erraram, toda vez que aparecesse um padre envolvido com pedofilia, eu deixaria de ser católico. Nossos princípios estão acima de comportamentos individuais de algumas pessoas", afirmou o governador, rejeitando a possibilidade.

"O PT cometeu muitos erros. E eu diria que o erro grave foi num momento que tinha mais força no país, no governo Lula, que não encarou esse modelo velho, arcaico, de financiamneto de campanha política, de uma estrutura política que não corresponde a um Brasil novo. O PT passou a dançar a música que há décadas se dançava no Brasil. É um hipocrisia. Agora alguns dizem que descobriaram o caixa 2 no Brasil. Muitos politícos de partidos diferentes já falam isso de quebrar o vínculo entre financiador e financiado. Muitos batiam fortemente quando se falava em ter financiamento público de campanha. Muitos que se dizem escandalizados, faziam campanha a favor do financiamneto privado, do direito das empresas de contribuir. Isso não passa de uma grande hipocrisia. No máximo o que o PT fez foi se igualar aos outros", ponderou Rui.

Segundo o governador do estado, o PT não estaria em pior "situação ética" do que outros partidos. "Há uma insatisfação com o que o PT fez de certo. Temos no Brasil uma cultura escravocata. Essas pessoas passaram a ter uma raiva sistemática do PT, não pelos erros, mas pelos acertos. Gente que não gosta de sentar ao lado de gente humilde num avião. O número de passagens aéreas subiu em quase 50 milhões. Eu conversava com as pessoas e elas diziam que viajaram pela primeira vez de avião. As pessoas passaram a ter o direito de ter uma vida minimamente digna. Quem foi o vereador mais votado do Brasil? Suplicy. Teve mais de 300 mil votos", exemplificou e em seguida reafirmou seu posicionamento.

"Não há nenhum pensamento agora de mudança partidária. Uma coisa que eu aprendi em minha vida foi a não usar fantasia. Quem poderia imaginar que um funcionário da caixa atiraria nos colegas? A maioria dos erros do PT não foram individiduais. O PT, por alguma razão, se acomodou", criticou.