
Política
Ministro da Justiça convoca secretários para discutir crise em penitenciárias
O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, convocou uma reunião com as secretarias estaduais de Justiça e de Segurança Pública de todo o país para discutir "medidas imediatas" para a crise do sistema penitenciário brasileiro no próximo dia 17 de janeiro. Com a rebelião que aconteceu na madrugada deste domingo (18) e resultou na morte de pelo menos mais quatro presos, já são ao menos 97 mortos em rebeliões somente em 2017. [Leia mais...]

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, convocou uma reunião com as secretarias estaduais de Justiça e de Segurança Pública de todo o país para discutir "medidas imediatas" para a crise do sistema penitenciário brasileiro no próximo dia 17 de janeiro. Com a rebelião que aconteceu na madrugada deste domingo (18) e resultou na morte de pelo menos mais quatro presos, já são ao menos 97 mortos em rebeliões somente em 2017.
Segundo o ministério, a principal iniciativa será a criação de núcleos de inteligência nos 26 estados e no Distrito Federal, além do cronograma de execução dos recursos do governo federal liberados no ano passado. Neste domingo, o Ministério da Justiça decidiu autorizar o envio de apoio federal para atender a pedidos dos governos de Amazonas, Roraima, Rondônia e Mato Grosso. Os estados solicitaram ajuda da União para conter a crise penitenciária e modernizar as penitenciárias locais.
No início do ano, entre domingo (1) e segunda (2), 56 presos morreram em uma rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus. Outros 4 detentos foram mortos em outra penitenciária da capital amazonense. Já em Boa Vista, 31 presidiários foram mortos na última sexta (6). De acordo com o secretário de Justiça e Cidadania do estado de Roraima, Uziel Castro, que foi ao local, não houve rebelião e a matança seria de responsabilidade de presos do Primeiro Comando da Capital (PCC) que estavam concentrados neste centro de detenção. Na ocasião, o governo de Roraima avisou que o ministro Alexandre de Moraes havia negado apoio da Força Nacional dois meses antes do massacre.
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