
Política
\'Governo está nos estrangulando\', diz delegado da PF sobre falta de orçamentos
Em entrevista à Rádio Metrópole, nesta sexta-feira (30), o diretor regional da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADFP) na Bahia, Rony José Silva, comentou a suspensão de emissão de passaportes por causa da insuficiência do orçamento. O delegado lamentou o momento crítico financeiro pelo qual passa a PF. [Leia mais...]

Foto: Nardele Gomes / Metropress
Em entrevista à Rádio Metrópole, nesta sexta-feira (30), o diretor regional da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADFP) na Bahia, Rony José Silva, comentou a suspensão de emissão de passaportes por causa da insuficiência do orçamento. O delegado lamentou o momento crítico financeiro pelo qual passa a PF.
“Nós viemos alertando e sentimos que nunca fomos devidamente ouvidos pelo Congresso Nacional. E chegou a esse ponto. Nosso trabalho na PF é feito de forma abnegada, a estrutura está chegando ao ponto de castigar os funcionários. Nosso efetivo da PF é minúsculo, na Operação Lava Jato, em seu auge, tínhamos apenas nove delegados, o que é um número muito pequeno. Nós tentamos ampliar as pessoas para a Lava Jato, hoje temos apenas quatro delegados em Curitiba. Esses profissionais recebem uma diária de R$ 175 para pagar hotel e alimentação. Colegas chegam a ficar na casa de outros colegas”, afirmou o delegado.
Para o delegado, sem a devida verba, fica impossível desenvolver o trabalho de forma efetiva. “Nós investigamos a alta criminalidade do Brasil. Nós não temos condições de comprar os equipamentos necessários, o governo está nos estrangulando. Sem dinheiro nenhuma empresa sobrevive, nenhum órgão público sobrevive. Nosso contingente era de 15 mil homens, hoje temos 11 mil, nosso contingente está envelhecido. Nós estamos percebendo sinais de esgotamento no nosso efetivo. No dia 24 e 25 de agosto estamos trazendo para a Bahia os principais nomes de combate a corrupção, debatendo no Simpósio Nacional de Debate à Corrupção. Nós estamos trazendo esse debate mais vivo para cá. No dia 4 de novembro, estamos também fazendo a corrida contra a corrupção”, destacou.
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