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Otto ressalta "poder de corromper" da JBS: "Áudio compromete quatro ministros"

O senador Otto Alencar (PSD) comentou, em entrevista a Mário Kertész nesta terça-feira, na Rádio Metrópole, a decisão do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que determinou na última segunda-feira (4) investigação sobre a conduta de delatores da JBS na negociação de delação premiada juntamente com o Ministério Público Federal (MPF) [Leia mais...]

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Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Bárbara Silveira e Matheus Morais no dia 05 de Setembro de 2017 ⋅ 08:32

O senador Otto Alencar (PSD) comentou, em entrevista a Mário Kertész nesta terça-feira, na Rádio Metrópole, a decisão do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que determinou na última segunda-feira (4) investigação sobre a conduta de delatores da JBS na negociação de delação premiada juntamente com o Ministério Público Federal (MPF). De acordo com Janot, há indícios de "atos ilícitos" praticados por membros do próprio MPF e do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os envolvidos, está o ex-assessor de Janot, o procurador Marcelo Miller.

Para Otto, a JBS tem o poder de corromper figuras do governo. “Agora Janot vai ter que jogar fecha no assessor dele. A JBS teve o poder de corromper figuras do governo que na história do Brasil nenhuma outra empresa teve. A JBS teve esse poder, pois elevou 8 bilhões de empréstimos com juros subsidiados, é uma situação de comprometimento total com as pessoas que governam. O áudio compromete 4 ministros, sendo que um tem a situação muito grave. É preciso esclarecer logo, não pode manter esse segredo, o Marco Aurélio disse ontem que queria ver os nomes. Eu aprendi que o juiz fala nos altos, o Gilmar Mendes fala politicamente. Existem dois ou três pedidos de impeachment no senado do Gilmar Mendes. Mas o atual presidente nunca colocou isso para frente. Todo mundo sabia em Brasília que a JBS corrompia. A JBS participou ativamente na eleição do Eduardo Cunha”, disse.

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