Política

Ex-gerente da Petrobras é condenado a mais de 15 anos de prisão na Lava Jato

O ex-gerente da Petrobras Roberto Gonçalves foi condenado a 15 anos e dois meses de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A sentença foi publicada nesta segunda-feira (25) pelo juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba. A condenação ocorreu no âmbito da Operação Lava Jato.[Leia mais...]

[Ex-gerente da Petrobras é condenado a mais de 15 anos de prisão na Lava Jato]
Foto : Divulgação/JFPR

Por Matheus Simoni no dia 25 de Setembro de 2017 ⋅ 17:18

O ex-gerente da Petrobras Roberto Gonçalves foi condenado a 15 anos e dois meses de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A sentença foi publicada nesta segunda-feira (25) pelo juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba. A condenação ocorreu no âmbito da Operação Lava Jato.

De acordo com a condenação do magistrado, Gonçalves recebeu R$ 12,8 milhões da Odebrecht e da UTC em contratos para obras no Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj). O crime ocorreu, segundo a sentença, na época em que o condenado atuou como gerente de engenharia da petrolífera — depois que Pedro Barusco deixou o cargo. Barusco, que também foi preso e condenado na Operação Lava Jato, teria \"passado o bastão da propina\" a Gonçalves, segundo a força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF).

A sentença destaca o fato de que Gonçalves admitiu em seu depoimento ter recebido propina das empreiteiras citadas na denúncia. Na época, um dos representantes do MPF perguntou a ele: \"Então, se eu estou entendendo, o senhor confessa que recebeu esses valores tanto da Odebrecht quanto da UTC?\". O ex-gerente respondeu: \"Ao mesmo tempo que eu confesso que não fiz qualquer ato ou omissão para isso\".

Gonçalves também foi proibido de ocupar cargos no setor público pelos próximos 30 anos. O ex-presidente da Petrobras deverá pagar uma multa de cerca de R$ 1,24 milhão estipulada por Moro na soma dos três crimes praticados. O ex-gerente da Petrobras está preso desde março no Complexo Médico Penal de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

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