Política

Defesa de Lula apresentou recibos com datas inexistentes, diz jornal

Dois recibos de aluguel do imóvel vizinho ao do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, em São Bernardo, entregues pela defesa do petista ao juiz federal Sérgio Moro, apresentam datas que não existem no calendário. O duplex é um dos pivôs da ação penal pela qual o ex-presidente responde na Operação Lava Jato. [Leia mais...]

[Defesa de Lula apresentou recibos com datas inexistentes, diz jornal]
Foto : Marcelo Camargo/Agência Brasil

Por Laura Lorenzo no dia 26 de Setembro de 2017 ⋅ 17:26

Dois recibos de aluguel do imóvel vizinho ao do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, em São Bernardo, entregues pela defesa do petista ao juiz federal Sérgio Moro, apresentam datas que não existem no calendário, de acordo com o jornal o Estado de S. Paulo. O duplex é um dos pivôs da ação penal pela qual o ex-presidente responde na Operação Lava Jato.

A Lava Jato alega que não houve pagamento de aluguel do apartamento entre fevereiro de 2011 e pelo menos novembro de 2015. Na última segunda-feira (25), a defesa de Lula apresentou recibos que contestam a versão dos procuradores. Em um dos documentos do suposto pagamento do aluguel, no valor de R$ 4,1 mil reais, consta que o vencimento seria no dia 31 de junho de 2014 – o mês, contudo, tem apenas 30 dias. Em outro recibo, consta ainda a data de 31 de novembro, outro mês que se encerra no dia 30.

“Recebi da Sra. Marisa Letícia Lula da Silva a quantia de R$ 4.300,00 (quatro mil e trezentos reais), em moeda corrente, referente ao pagamento de aluguel do imóvel situado na avenida Francisco Prestes Maia, n. 1501 – ap 121 – Residencial Hill House – São Bernardo do Campo-SP, vencido no dia 31 de novembro de 2015, do qual dou plena, total e irrevogável quitação”, diz o documento.

O Ministério Público Federal se refere ao imóvel, de R$ 504 mil, como suposta propina que teria sido paga à Lula. De acordo com a Procuradoria-Geral da República, a Odebrecht custeou a compra do apartamento, em nome de Glaucos da Costamarques, primo do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente. Na mesma ação, o petista responde por ter supostamente recebido da empreiteira um terreno onde seria sediado o Instituto Lula, no valor de R$ 12,5 milhões.

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