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Deputados baianos destinam emendas para compra de tatames superfaturados, diz site

De acordo com blog “Olhar Olímpico”, do portal UOL, o Ministério do Esporte assinou um novo contrato para compra de 17 tatames, a serem distribuídos no interior da Bahia, sendo cinco deles dentro de um condomínio de apartamentos. [Leia mais...]

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Foto : Divulgação

Por Matheus Morais no dia 26 de Outubro de 2017 ⋅ 13:48

De acordo com blog “Olhar Olímpico”, do portal UOL, o Ministério do Esporte assinou um novo contrato para compra de 17 tatames, a serem distribuídos no interior da Bahia, sendo cinco deles dentro de um condomínio de apartamentos. Para piorar, a pasta pagou um valor sete vezes maior que o valor normal.

O convênio foi firmado com a Confederação Brasileira de Lutas Submission (CBLS) a partir de Emendas Parlamentares dos deputados federais baianos Erivelton Santana (PEN) e Márcio Marinho (PRB). De acordo com a publicação, R$ 600 mil foram destinados pelo Ministério do Esporte para a compra dos material, que custou R$ 35 mil, cada. O convênio foi assinado por José Carlos Santos, que diz desconhecer o documento, mas não nega que esteja no cargo como laranja.

A reportagem mostra que o contrato contemplou cinco locais com cinco tapetes em um endereço em Salvador onde existe um condomínio de apartamentos. Outros dois em uma biblioteca na cidade de Santa Bárbara. Segundo a publicação, seis serão instalados em endereços que aparecem “sem número”, onde não existem academias ou ginásios. Os últimos quatro, em uma casa de um bairro pobre da cidade de Gravatá.

A CBLS juntou ao processo uma carta da própria entidade declarando o tapete produzido pela empresa World Tatami como o único “homologado, certificado e aprovado para a prática de lutas de submission”. O documento data de 22 de junho de 2016, mas, segundo a World Tatami, ela nunca vendeu ou sequer produziu um desses tapetes, de 64 m², como os que serão comprados com os recursos do Ministério do Esporte.

Itatim

De acordo com o “Olhar Olímpico”, um único evento foi realizado an cidade de Itatim, sendo que as competições não foram realizadas
nos tapetes “homologados”, semelhantes aos de wrestling, com área de luta circular, mas em tatames de EVA, normalmente usados para a prática do jíu-jitsu, com áreas de lutas quadradas.


Na cidade de Itatim, o evento custou R$ 1,6 milhão aos cofres do Ministério do Esporte, que repassou o recurso à prefeitura da cidade baiana, que tem 15 mil habitantes. De acordo com a publicação, a cidade comprou R$ 1,5 milhões em produtos e serviços junto à ELS Promoções, uma empresa que fica no mesmo endereço da CBLS, para quem foi o dinheiro restante. Ambas foram abertas por Elisio Macambira, que foi quem comprou os tatames que seriam utilizados em Itatim. Ele é apontado pelo presidente da CLBS como o homem que continua dando as ordens.

Marinho tenta se justificar

Ao UOL, o deputado Márcio Marinho afirmou que foi procurado para fazer a emenda, contudo não disse por quem, e entendeu que seria importante “contribuir para melhorar as condições do esporte na Bahia”.

Já Erivelton Santana não respondeu.

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