Política

Ciro sobre Bolsonaro: "Não está vinculado a escândalo, até porque nunca administrou um ʹpé de bodegaʹ"

Durante entrevista a Mário Kertész, na Rádio Metrópole, na manhã desta quarta-feira (1º), o pré-candidato a presidência pelo PDT Ciro Gomes comentou a postura política de Jair Bolsonaro (PSC) — que também pleiteia a cadeira do presidente Michel Temer (PMDB) no Planalto. Ciro minimizou as polêmicas do deputado, mas ressaltou a falta de experiência do parlamentar. [Leia mais...]

[Ciro sobre Bolsonaro:
Foto : Reprodução/Agência Brasil

Por Gabriel Nascimento e Matheus Morais no dia 01 de Novembro de 2017 ⋅ 08:38

Durante entrevista a Mário Kertész, na Rádio Metrópole, na manhã desta quarta-feira (1º), o pré-candidato a presidência pelo PDT Ciro Gomes comentou a postura política de Jair Bolsonaro (PSC) — que também pleiteia a cadeira do presidente Michel Temer (PMDB) no Planalto. Ciro minimizou as polêmicas do deputado, mas ressaltou a falta de experiência do parlamentar. "Bolsonaro nem é uma má pessoa. Fui colega dele, deputado. Ele é um personagem. Viveu a vida inteira, 26 anos, defendendo a agenda dos militares retirados, que davam voto a ele. Quando o PT começou essas coisas de Comissão da Verdade, essa certa ʹrevancheʹ da esquerda contra o regime, ele subiu um tom e passou a defender a memória do regime militar. A partir daí, é um personagem", disse.

"A população o encara como uma espécie de negação. Então, procura-se ali uma decência. E não há dúvida de que ele não está enrolado em nenhum escândalo, até porque nunca administrou um pé de bodega, pra gente saber se, tendo oportunidade, se manteria decente. Mas não custa nada reconhecer que é decente e tal. Daí adiante, é um capitão, com baixíssimo preparo. Não é que ninguém precise ser doutor. Mas, numa carreira militar, que vai de aspirante a general, ele parou no segundo degrau. E saiu do Exército empurrado pra fora, porque estava com uns plano de soltar umas bombas no Rio de Janeiro como instrumento de reivindicação", disse Ciro.

O pedetista analisou também a simbologia de Bolsonaro diante do eleitor brasileiro. "Ele sinaliza esta coisa da negação da política. Sinaliza uma solução muito simples, muito contundente para o drama da segurança, que é de fato um drama real do povo brasileiro, e a esquerda tradicional confunde direitos humanos com cobertura de bandido. Isso está na cabeça do nosso povo, e precisamos ajudar a orientar esta carga. Só um país como o nosso admite que a primeira experiência de um homem público ou de uma mulher que escolha a carreira pública possa ser a presidência da República. Todo país do mundo testa os seus quadros", encerrou.

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