Política

Marcelo Odebrecht detalha pagamento de R$ 3 milhões a ex-presidente da Petrobras

O empreiteiro Marcelo Odebrecht afirmou nesta quinta-feira (9), durante interrogatório feito pelo juiz Sérgio Moro, ter sofrido um ‘achaque’ do ex-presidente da Petrobras Aldemir Bendine. Ex-presidente da maior construtora do país, ele detalhou o pagamento de R$ 3 milhões a Bendine, conforme relato feito em delação premiada. Na audiência com o magistrado, no âmbito da Operação Lava Jato, Odebrecht foi enfático ao reiterar a acusação ao ex-presidente da Petrobras. [Leia mais...]

[Marcelo Odebrecht detalha pagamento de R$ 3 milhões a ex-presidente da Petrobras]
Foto : Reprodução/TV Globo

Por Matheus Simoni no dia 09 de Novembro de 2017 ⋅ 17:52

O empreiteiro Marcelo Odebrecht afirmou nesta quinta-feira (9), durante interrogatório feito pelo juiz Sérgio Moro, ter sofrido um ‘achaque’ do ex-presidente da Petrobras Aldemir Bendine. Ex-presidente da maior construtora do país, ele detalhou o pagamento de R$ 3 milhões a Bendine, conforme relato feito em delação premiada. Na audiência com o magistrado, no âmbito da Operação Lava Jato, Odebrecht foi enfático ao reiterar a acusação ao ex-presidente da Petrobras.

\"Eu autorizei Fernando [Reis, ex-presidente da Obebrecht Ambiental] a ir pagando. Vá pagando, e nós vamos avaliando. Eu não me lembro de ter tido R$ 3 milhões, R$ 2 milhões, R$ 4 milhões. E aí Fernando deve ter acertado R$ 3 milhões\", afirmou o empreiteiro. Marcelo disse ainda que não foi consultado, depois de ser preso, sobre a continuidade dos pagamentos. Fernando Reis também é réu no mesmo processo. \"Se pagou três, fez três pagamentos de R$ 1 milhão cada, na época, eu nem me lembrava. Eu fui preso logo depois do primeiro pagamento, dois pagamentos foram realizados depois\", declarou o empresário.

Bendine é réu por ter sido acusado de exigir R$ 17 milhões em propinas da Odebrecht. Segundo a investigação da Operação Lava Jato, ele acabou recebendo R$ 3 milhões em três parcelas de R$ 1 milhão, entre junho e julho de 2015, enquanto ocupava a presidência da estatal. Em troca teria agido em defesa dos interesses da empreiteira.

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