Domingo, 19 de abril de 2026

Faça parte do canal da Metropole no WhatsApp

Home

/

Notícias

/

Política

/

Mendonça de Barros acredita que PSDB fará reforma política caso volte à Presidência

Política

Mendonça de Barros acredita que PSDB fará reforma política caso volte à Presidência

O economista, ex-ministro e ex-presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento, Luiz Carlos Mendonça de Barros, disse, em entrevista à Rádio Metrópole, na manhã desta quarta-feira (6), acreditar que, caso o PSDB vença as eleições presidenciais de 2018, vai conseguir desenvolver um projeto de reconstrução para o Brasil. [Leia mais...]

Mendonça de Barros acredita que PSDB fará reforma política caso volte à Presidência

Foto: Reprodução / Youtube

Por: Matheus Morais e Gabriel Nascimento no dia 06 de dezembro de 2017 às 12:34

Atualizado: no dia 06 de dezembro de 2017 às 12:51

O economista, ex-ministro e ex-presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento, Luiz Carlos Mendonça de Barros, disse, em entrevista à Rádio Metrópole, na manhã desta quarta-feira (6), acreditar que, caso o PSDB vença as eleições presidenciais de 2018, vai conseguir desenvolver um projeto de reconstrução para o Brasil.

“O PSDB, por causa desse longo tempo fora do poder durante a época do Lula, realmente, foi um partido que ficou muito restrito ao estado de São Paulo. O PSDB nasceu, inclusive, de uma briga interna com [Orestes] Quércia [no PMDB]. Depois, o partido mudou muito a experiência da social-democracia europeia. Acontece que, mesmo a social-democracia europeia, foi perdendo um pouco o brilho. Os maiores nomes acabaram se envolvendo até em corrupção, o que mostra que isso é um problema mais do poder do que de linha ideológica”, analisou.

Para ele, com a possibilidade de o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ser um candidato competitivo, a sigla vai se voltar a ter uma participação mais efetiva das "velhas lideranças” como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

“Uma das bandeiras do partido vai ser a de uma reforma política. Toda essa questão de corrupção, medidas provisórias, está muito ligada ao tipo de sistema eleitoral que a gente tem. Você sabe muito bem que o FHC, quando faz uma autocrítica, ele sempre diz que deveria ter começado pela reforma política que tem um desenho muito claro do PSDB. O voto distrital vai colocar o deputado, político eleito, muito mais na mira do eleitor dele. Eu acho que essa demanda, talvez na época de FHC, era muito intelectual porque não havia sinais do que estamos vivendo hoje. Mas o que a sociedade quer é a moralização do sistema político. Isso não é algo individual das pessoas. Tem a ver com o sistema que permite esse descasamento. Acho que isso vai colocar o PSDB em uma dinâmica diferente”, ressaltou.