Política

Questão do bambuzal não é política, argumenta chefe da Sedur

Ainda segundo Guanabara, a prefeitura não foi procurada pela concessionária que executa as obras do modal. “Esperávamos que a empresa tivesse nos procurado para tratar da questão ambiental. [Leia mais...]

[Questão do bambuzal não é política, argumenta chefe da Sedur]
Foto : Alexandre Galvão / Metropress

Por Matheus Morais e Alexandre Galvão no dia 23 de Janeiro de 2018 ⋅ 09:25

O secretário de Desenvolvimento Urbano (Sedur) de Salvador, Sérgio Gauanabara, afirmou nesta terça-feira (23), em entrevista à Rádio Metrópole, que a questão da retirada de parte do bambuzal (veja aqui e aqui) nas proximidades do aeroporto não é política.

Nas redes e na imprensa, prefeitura e governo entraram em rota de colisão por causa do acontecimento. O Estado alega ter retirado apenas 0,19% da vegetação para as obras do metrô. O Município, no entanto, afirma que não tinha liberado a intervenção.

“De política não tem nada, é uma fiscalização. Fomos surpreendidos por essa medida da CCR com quem temos medidas jurídicas. O licenciamento não aconteceu e o embargo aconteceu. Também lavramos o auto”, afirmou.

Ainda segundo Guanabara, a prefeitura não foi procurada pela concessionária que executa as obras do modal. “Esperávamos que a empresa tivesse nos procurado para tratar da questão ambiental. Ontem, a empresa se reuniu com a gente para começar as tratativas. A empresa ficou de discutir internamente e tratar com a Sedur. Não vamos entrar nas questões políticas, meu compromisso é com questões urbanísticas”, garantiu.

O secretário afirmou ainda que vai propor ao prefeito ACM Neto (DEM) que faça o tombamento do bambuzal que margeia a entrada do aeroporto. “O município não quer atrapalhar o bom andamento da obra. Nossa secretaria é de Urbanismo e Desenvolvimento. É importante que as pessoas tomem conhecimento, a Sedur é um orgão técnico formado por concursados. A CCR compreendeu nossos argumentos. Espero que haja um bom senso”, pediu.

Apesar da fala apaziguadora, a multa que a empresa pode receber pelo corte dos bambus é salgada: até R$ 5 milhões.

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