
Política
Ex-deputado Almino Affonso comenta livro sobre sua visão do Golpe de 64
Em entrevista à Rádio Metrópole nesta quinta-feira (10), o ex-deputado Almino Affonso conversou com o apresentador Mário Kertész sobre o período em que foi instituído o Golpe Militar no Brasil. A obra "196 na Visão do Ministro do Trabalho de João Goulart", o ex-parlamentar fala sobre as suas reflexões sobre o período ditatorial do país. [Leia mais...]

Foto: Divulgação
Em entrevista à Rádio Metrópole nesta quinta-feira (10), o ex-deputado Almino Affonso conversou com o apresentador Mário Kertész sobre o período em que foi instituído o Golpe Militar no Brasil. A obra "196 na Visão do Ministro do Trabalho de João Goulart", o ex-parlamentar fala sobre as suas reflexões sobre o período ditatorial do país. "Na verdade, no primeiro de abril eu estava em Brasília. O presidente João Goulart chegou em Brasília e teve um contato com alguns deputados da base aliada e outros parlamentares para analisar o quadro político e o que podia ou não se fazer no Brasil. Começo realçando que o golpe realmente se dá no dia 2 e não no dia 1", disse ele.
Affonso também relata quando teve que viajar para o interior da Bahia para evitar se encontrar com os militares. Cheguei a Salvador na exata hora que o exército tomava o aeroporto Dois de Julho, fui para uma fazenda no interior da Bahia do deputado Bocaiuva. Sabíamos pelo rádio que a Câmara continuava aberta", disse ele.
Ministro do Trabalho durante o governo do ex-presidente João Goulart, Affonso também falou sobre a influência americana no Golpe de 64. "Naquele exato momento, parecia visível a conspiração, era perceptível o apoio dos Estados Unidos. O plano de governo de João Goulart se chocava com os interesses americanos. Tinha-se a ideia de que Goulart articulava um golpe de estado com o movimento comunista, mas isso não existiu, de forma nenhuma", afirmou.
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