Política

Dias após denunciar PM, vereadora do PSOL do Rio é executada

No dia 10, ela publicou um texto em suas redes sociais denunciando abusos do 41º batalhão da PM contra moradores da favela de Acari. “Nessa semana dois jovens foram mortos e jogados em um valão. Hoje a polícia andou pelas ruas ameaçando os moradores. Acontece desde sempre e com a intervenção ficou ainda pior”, dizia um trecho. [Leia mais...]

[Dias após denunciar PM, vereadora do PSOL do Rio é executada ]
Foto : Renan Olaz/CMRJ

Por Alexandre Galvão no dia 15 de Março de 2018 ⋅ 06:07

A vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco (PSOL), foi assassinada na noite de ontem em uma região central da cidade. De acordo com a Folha, ela e o motorista foram vítimas dos disparos e morreram. Uma assessora ficou ferida apenas por estilhaços.

Testemunhas ouviram cerca de dez tiros no momento do crime. Ela voltava do evento "Jovens Negras Movendo as Estruturas", uma roda de conversa na Lapa (centro), quando foi interceptada pelos criminosos.

A vereadora era aliada do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), que ficou em segundo lugar na eleição para prefeito do Rio. Freixo e correligionários compareceram ao local do crime. O deputado disse que todas as características indicam ter se tratado de uma execução e que vai cobrar providências.

Segundo ele, nem o partido nem a família de Marielle sabiam de ameaças contra ela. "Cabe à polícia investigar. Há caminhos para se investigar esse crime", afirmou.

No dia 10, ela publicou um texto em suas redes sociais em que denunciava abusos do 41º batalhão da PM contra moradores da favela de Acari. “Nessa semana dois jovens foram mortos e jogados em um valão. Hoje a polícia andou pelas ruas ameaçando os moradores. Acontece desde sempre e com a intervenção ficou ainda pior”, dizia um trecho.

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