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Política

PSOL promete novo ato em Salvador e associa crime ao ‘momento político atual’

“A gente vê como reflexo do momento que a gente está vivendo no Brasil, em que esse caminho autoritário, conservador, que se inaugura a partir do ‘golpe’ [impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff], e a desastrosa intervenção militar de Temer no Rio de Janeiro, acabam levando a confrontos políticos a níveis que o Brasil nunca viu antes", avalia Fábio Nogueira. [Leia mais...]

[PSOL promete novo ato em Salvador e associa crime ao ‘momento político atual’]
Foto : Marielle (E) e Fábio Nogueira (D) participaram de debate em Recife | Divulgação

Por Evilásio Júnior e Matheus Morais no dia 16 de Março de 2018 ⋅ 10:00

O presidente estadual do PSOL, Fábio Nogueira, disse que a vereadora Marielle Franco, morta na noite de quarta-feira no Rio de Janeiro, será homenageada hoje em Salvador durante o Fórum Social Mundial, que é realizado no campus da Ufba, Universidade Federal da Bahia, em Ondina.

Ela participaria de uma mesa de discussão no evento, a partir das 2h da tarde, horário em que vai ser realizado mais um ato em protesto contra o assassinato da legisladora. Eles participaram de um painel, no mês passado, em Recife, que debateu exatamente a violência contra a população negra.

De acordo com o dirigente, a partido está em um “clima de revolta e consternação” e não dá para dissociar o crime do momento político atual. “A gente vê como reflexo do momento que a gente está vivendo no Brasil, em que esse caminho autoritário, conservador, que se inaugura a partir do ‘golpe’ [impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff], e a desastrosa intervenção militar de Temer no Rio de Janeiro, acabam levando a confrontos políticos a níveis que o Brasil nunca viu antes. Talvez semelhantes ao que o Brasil viveu em 1964”, considerou Nogueira, em entrevista ao Metro1. “O PSOL quer que se responda à pergunta: quem matou Marielle? Nós, do PSOL, estamos transformando o luto em luta, até para fazer jus à trajetória da Marielle”, completou.

Moradora da favela da Maré e mestre em políticas públicas pela PUC, após ser beneficiada com o programa de vestibular para estudantes da rede pública, Marielle tinha as atividades voltadas aos direitos humanos e defesa das minorias.

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