Política

PRB não descarta palanque na Bahia para Flávio Rocha

O dono da Riachuelo definiu sua entrada no PRB em uma conversa com deputados federais e com o presidente da legenda, Marcos Pereira —ex-ministro da Indústria e bispo licenciado da Igreja Universal. [Leia mais...]

[PRB não descarta palanque na Bahia para Flávio Rocha ]
Foto : Naomi Matsui/Poder360

Por Alexandre Galvão no dia 28 de Março de 2018 ⋅ 11:00

Com a decisão do PRB lançar o empresário Flávio Rocha à Presidência da República, o partido na Bahia terá de se organizar para fazer também a campanha do postulante. Com isso, segundo a presidente da sigla, Tia Eron, a legenda deve decidir, nas próximas semanas, como vai articular o palanque do dono da Riachuelo no estado.

A deputada licenciada economizou nas palavras e disse apenas que vai a Brasília saber qual encaminhamento dará à campanha. Na Bahia, o partido, até então, está fechado com o grupo liderado pelo prefeito ACM Neto (DEM) e pleiteia até uma vaga na majoritária.  

Integrante do PRB, o deputado Márcio Marinho disse que a sigla vai apoiar Neto, mas ressaltou que o prefeito precisa ter “alguém forte” no palanque dele. “As pesquisas serão feitas, ninguém é candidato de si mesmo, ninguém vai para o sacrifício político. O DEM tem pré-candidatura do Maia [à Presidência], mas agora que se começam as discussões. Vai começando a ficar mais claro o que vai acontecer daqui para frente. É certo o nosso apoio para Neto governador, mas não podemos deixar ele [Flávio Rocha] sem ter o apoio no nosso estado”, afirmou, ao Metro1.

Rocha confirmou a filiação ao partido e obteve de dirigentes da sigla a garantia de que poderá se candidatar ao Palácio do Planalto na eleição de outubro. O empresário definiu a entrada no PRB em uma conversa com deputados federais e com o presidente da legenda, Marcos Pereira — ex-ministro da Indústria e bispo licenciado da Igreja Universal.

Nas negociações com o partido, o empresário recusou ofertas para concorrer a vice na chapa de outro candidato a presidente — como Jair Bolsonaro (PSL), Rodrigo Maia (DEM) ou Michel Temer (MDB).

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