Política

‘Bahia deve muito a Geddel Vieira Lima’, diz pré-candidato do MDB

“Eu sou amigo da família Vieira Lima há 40 anos e não sou moleque. Gosto muito deles, vejo que eles fizeram muito bem à Bahia, mas o que diz respeito aos problemas deles cabe a eles e à Justiça encontrarem a solução. Não sou eu que vou resolver. Responder por eles não é o nosso papel [da legenda]”, disse. [Leia mais...]

[‘Bahia deve muito a Geddel Vieira Lima’, diz pré-candidato do MDB ]
Foto : Matheus Simoni/ Metropress

Por Luiza Leão no dia 11 de Abril de 2018 ⋅ 19:44

Ex-ministro da Integração Nacional no governo Lula, presidente estadual do MDB e pré-candidato ao governo do Estado, João Santana defendeu o “legado” do companheiro de partido Geddel Vieira Lima, que segue preso no Presídio da Papuda (DF). Segundo o cacique emedebista, a Bahia deve “grandes feitos” ao aliado.

“Eu sou amigo da família Vieira Lima há 40 anos e não sou moleque. Gosto muito deles, vejo que eles fizeram muito bem à Bahia, mas o que diz respeito aos problemas deles cabe a eles e à Justiça encontrarem a solução. Não sou eu que vou resolver. Responder por eles não é o nosso papel [da legenda]”, disse, em entrevista a Mário Kertész, na Rádio Metrópole, ao garantir que jamais recebeu qualquer proposta “indigna”.

Sem citar nomes, Santana disparou críticas a outros partidos, como o PSDB e o DEM, que relutam em coligar com o MDB, e atacam o deputado federal Lúcio Vieira Lima e o ex-ministro.

“Um partido que tem um senador acusado por ter recebido um milhão, dois milhões, [Aécio Neves] tem coragem de falar do MDB? Cada um que se defenda. O MDB deve muito aos Vieira Lima. A Bahia deve muito a Geddel Vieira Lima. Se no DEM só ACM Neto manda, no MDB isso não existe”, comparou.

Plano de governo – O aspirante ao Palácio de Ondina garantiu que não vai prometer “ilusões” aos baianos durante a campanha, mas assegurou um programa sucinto de até "10 folhas".  

" O Governo da Bahia não pode resolver todos os problemas da Bahia: pode encaminhá-los, mas ele não tem estrutura econômica para isso. Eu não posso prometer o céu se eu não tenho o purgatório", filosofou.

Santana ainda revelou uma polarização entre os partidos de oposição a Rui Costa (PT), principalmente pela dificuldade do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), em articular o grupo após desistir de concorrer.

 “Ele não ofereceu nada, ele não prometeu nada e, acima de tudo, queria tudo. Com o prefeito, como diz, o tabaréu, não deu comércio. Chegamos à conclusão, portanto, que seria preciso sair com uma candidatura própria”, acrescentou.

Ainda de acordo com o emedebista, as pesquisas eleitorais devem ajudar a definir quem, entre o deputado federal João Gualberto (PSDB), o ex-prefeito de Feira de Santana José Ronaldo (DEM) ou ele próprio vai representar a oposição. “Eu espero ser um denominador comum, mas não vou morrer por isso se não for”, finalizou.

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