Terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Faça parte do canal da Metropole no WhatsApp

Home

/

Notícias

/

Política

/

Deixando claro racha partidário, Geddel critica Cunha e escolha de Pansera

Política

Deixando claro racha partidário, Geddel critica Cunha e escolha de Pansera

O líder do PMDB na Bahia, Geddel Vieira Lima, criticou o modo de escolha dos nomes para comandar os ministérios após a reforma que será anunciada pela presidente Dilma Rousseff (PT) ainda nessa sexta-feira (2). “É a presidente da república fazendo uma coisa desavergonhadamente que aqui [Leia mais...]

Deixando claro racha partidário, Geddel critica Cunha e escolha de Pansera

Foto: Divulgação/PMDB

Por: Bárbara Silveira no dia 02 de outubro de 2015 às 10:44

O líder do PMDB na Bahia, Geddel Vieira Lima, criticou o modo de escolha dos nomes para comandar os ministérios após a reforma que será anunciada pela presidente Dilma Rousseff (PT) ainda nessa sexta-feira (2). “É a presidente da república fazendo uma coisa desavergonhadamente que aqui, as crianças fazem que é uma galinha gorda de ministérios. Joga para cima, quem pegar, pegou. Quer dizer, ela não quer saber de currículo, ela não quer saber é quem, ela engole tudo que colocam guela a baixo dela”, disse.

Como exemplo do que classificou como absurdo, Geddel citou o caso da escolha do deputado Celso Pansera (PMDB-RJ) para o ministério da Ciência e Tecnologia. “Veja, por exemplo, ministério da Ciência e Tecnologia que ela ofereceu ao PMDB, existe em um país que precisa aumentar sua produtividade algo mais importante que o ministério da Ciência, Tecnologia e informação? Ela ai resiste porque indicaram um deputado de seis meses de mandato que não tem absolutamente nenhuma vinculação com o setor, não tem nada com a acadêmia e bota no ministério, por um capricho. A forma como está sendo feita, desavergonhada, tira a legitimidade desse ministério”, disparou.

Geddel lembrou ainda de Henrique Eduardo Alves (PMDB) e criticou posição que ocupa no Turismo. " As pessoas fazem da vida pública emprego, eu estou na luta, meu amigo Henrique Eduardo Alves não vive sem uma boquinha, ele não se elegeu governador e está lá, sem prestígio nenhum no Ministério do Turismo", afirmou.

E as críticas ao próprio PMDB não ficaram por aí, Geddel aproveitou para sinalizar o declínio político de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), líder da Câmara dos deputados, após a justiça da Suíça localizar contas em nome do deputados e de parentes que guardavam cerca de R$5 milhões de dólares não declarados e, até mesmo, negados inúmeras vezes por Cunha. “Eu tenho dito de forma clara que a situação dele se complica, é desagradável e, se for comprovada a existência das irregularidades, a penalidade terá que surgir e isso é muito grave para o país”. Ao citar casos de petistas presos por ações semelhantes, Geddel destacou que tem que haver justiça. “Então, comigo não tem dois pesos e duas medidas”, disse.

Para o líder do PMDB no estado, as divisões ideológicas no partido podem ser resolvidas em um congresso que será realizado em novembro. “Primeiro congresso nacional e lá vão estar presentes mais de 4 mil filiados e lá você não vai ter uma coisa de cúpula. Você vai estar lá com vereadores, militantes a estrutura toda para debater estrutura”, afirma.

O Metro1 entrou em contato com a assessoria do deputado Celso Pansera, de Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves, mas até a publicação dessa nota, eles ainda não haviam se pronunciado sobre as afirmações de Geddel.