Política

Coronel defende ‘corrigir distorções’ da reforma trabalhista

Candidato do PSD ao Senado afirmou que, para evitar as drogas, as escolas têm que exibir vídeos “mostrando as sequelas”

[Coronel defende ‘corrigir distorções’ da reforma trabalhista]
Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Rodrigo Daniel Silva/Gabriel Nascimento no dia 02 de Outubro de 2018 ⋅ 08:40

Candidato ao Senado, o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Angelo Coronel (PSD), afirmou que, se eleito, vai lutar para “corrigir distorções” da reforma trabalhista aprovada no governo do presidente Michel Temer (MDB).

“As reformas são importantes, mas têm que estar lá para tratar e cuidar de gente. Temos que corrigir distorções da reforma trabalhista. A reforma da Previdência, ainda bem que não votaram. Temos que ajustar, estudar. Não sou expert, vou estudar como fazer as coisas boas no Senado. Estou indo com vontade de acertar, não para ser mais um dentre 81”, afirmou, em entrevista à Rádio Metrópole.

Coronel disse também que, caso chegue ao Congresso, vai lutar pela revitalização do Rio São Francisco, bandeira do padrinho político, o senador Otto Alencar (PSD). "É uma bandeira que vou somar, senão vamos ter uma crise hídrica sem precedentes. Vai afetar a energia, vamos ter problemas agrícolas, então, precisamos fazer com que o novo presidente olhe para o Nordeste e para os rios. Vamos engrossar esse caldo de Otto que estará nos aguardando a mim e a Wagner a partir de janeiro", defendeu.

Para combater as drogas, o postulante à Câmara Alta pretende que nas escolas sejam exibidos vídeos com os efeitos dos entorpecentes. 

“Antes, a gente chegava de manhã cantava o Hino Nacional, do Estado, até rezava em algumas. Por que não em todas as aulas no início da manhã se colocar um vídeo de manhã mostrando as sequelas da droga, para o jovem se conscientizar, ver que tem os momentos de prazer, mas depois consequências? Quem vai fornecer o vídeo? O próprio MEC. Então, essas propostas, acho que são de grande valia e irei defendê-las arduamente”, pontuou.

Coronel quer, ainda, que o Exército monitore as fronteiras brasileiras e criticou o governo Temer.  “Por que não coloca o efetivo do Exército que sai no dia 7 de setembro para desfile? São 300 mil homens. O Brasil não produz cocaína, crack, drogas sintéticas – todas são importadas. Não sei como é que o Ministério da Defesa teve os recursos diminuídos. Não colocaram recursos há dois anos para fiscalizar as nossas fronteiras. A droga entra livremente, armas entram livremente. Quem está à frente do Brasil hoje não gosta de gente. Se gostasse, impedia a entrada das drogas”, ressaltou.

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