Política

Posse de Bolsonaro: jornalistas têm circulação restrita e relatam ameaças 

Profissionais afirmam que apenas a imprensa considerada simpática ao presidente eleito pode circular livremente por Brasília

[Posse de Bolsonaro: jornalistas têm circulação restrita e relatam ameaças ]
Foto : Reprodução / Twitter / @amandafaudi

Por Juliana Rodrigues no dia 01 de Janeiro de 2019 ⋅ 13:30

A poucas horas da posse do presidente eleito Jair Bolsonaro, jornalistas que estão em Brasília para a cobertura do evento se queixam de condições insalubres de trabalho, restrições de circulação e ameaças. 

Por meio do Twitter, profissionais relataram que foram confinados no Palácio Itamaraty, com acesso restrito a água e banheiro, além de ter alimentos jogados no lixo durante revista no Palácio do Planalto. Segundo eles, apenas os jornalistas de veículos que apoiam o presidente eleito teriam livre circulação na Esplanada e na Praça dos Três Poderes. 

Informações do jornalista Vicente Nunes, do Correio Braziliense, apontam que profissionais de sites e jornais estrangeiros abandonaram a cobertura devido às más condições de trabalho oferecidas pela equipe de Bolsonaro. Foi o caso de jornalistas de agências da China e da França.

Vicente ainda relatou que os profissionais receberam ameaças caso saíssem dos locais designados a eles. "Quando chegaram aos 'chiqueiros' nos quais foram confinados, jornalistas foram avisados: não pulem as cordas, se pularem, levam tiro. A que ponto chegamos. E tem gente que defende esse tipo de tratamento autoritário", escreveu no Twitter.

As alegações oficiais sobre as restrições de circulação para a imprensa e o rigor nas revistas se devem à garantia da segurança do presidente eleito, de acordo com a equipe de organização.

Confira os relatos dos jornalistas:

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