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‘O antipetismo é o cavalo de Troia do ultraconservadorismo’, afirma professor

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‘O antipetismo é o cavalo de Troia do ultraconservadorismo’, afirma professor

Comentarista da Rádio Metrópole, o professor-doutor da Universidade Federal da Bahia Wilson Gomes comentou a primeira semana do governo Jair Bolsonaro na Presidência

‘O antipetismo é o cavalo de Troia do ultraconservadorismo’, afirma professor

Foto: Reprodução/INCTDD

Por: Clara Rellstab no dia 07 de janeiro de 2019 às 08:47

Comentarista da Rádio Metrópole, o professor-doutor da Universidade Federal da Bahia Wilson Gomes comentou, hoje (7), a primeira semana do governo Jair Bolsonaro (PSL) na Presidência da República. 

Segundo ele, houve, até agora, a confirmação de que a equipe é dividida em três grupos: o governo do ministro da Economia, Paulo Guedes, com iniciativas ultraliberais; o governo do ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, da lei e ordem; e o governo de Bolsonaro.

“O governo Bolsonaro propriamente dito, tem essa pauta dos costumes, da guerra moral, da questão do ajuste da moralidade. O presidente parece ter a ideia que passou a presidir também a moralidade pública”, afirmou.

De acordo com o professor, há uma discrepância entre os dois primeiros e o terceiro: “Moro e Guedes são esse povo que estudou em Harvard e Chicago. A parte Bolsonaro, ultraconservadora, você tem a impressão que não saiu da 5ª série, eles têm uma compreensão do mundo baixamente sofisticada”. 

Entre as pautas “infantis” destacadas por Wilson Gomes, estão a ideologia de gênero, o politicamente correto e a volta do termo “comunismo” no vocabulário de campanha, coisa que não acontecia desde a eleição de Fernando Collor, em 1990.

Antipetismo - Na opinião do professor, Bolsonaro venceu as eleições, acima de tudo, por um forte ideal antipetista. “Bolsonaro foi eleito porque parecia ser o único candidato capaz de derrotar o antipetismo, os ultraconservadores parasitaram o antipetismo. O antipetismo é o cavalo de tróia do ultraconservadorismo que ganhou essa eleição”, resumiu.

Os ultraconservadores, ressalta, seriam apenas 20% da força eleitoral bolsonarista, enquanto o restante está interessado, acima de tudo, em outras pautas, como a derrocada da crise econômica e a resolução dos problemas de segurança pública.