Política

Maia questiona crítica do governo à velha política: 'Escolher relator não é toma lá dá cá?'

"Quando [a influência] é na Câmara, não tem problema nenhum. Quando é no governo, é velha política?", disse o presidente da Câmara.

[Maia questiona crítica do governo à velha política: 'Escolher relator não é toma lá dá cá?']
Foto : Luis Macedo / Câmara dos Deputados

Por Juliana Almirante no dia 25 de Abril de 2019 ⋅ 07:40

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), declarou, nesta quarta-feira (24), que "ninguém explicou o que é a nova política ainda" e fez críticas à associação que se faz do Parlamento com a "velha política".

"É toma lá dá cá quando o Parlamento olha para o governo, mas não é toma lá dá cá quando o governo quer escolher o relator da reforma da Previdência?", perguntou Maia, em entrevista à Central GloboNews.

Ele rebateu ainda a visão de que, "quando [a influência] é na Câmara, não tem problema nenhum". "Quando é no governo, é velha política?", disse o presidente da Câmara.

"O governo tem o interesse de influenciar na escolha do relator e é legítimo. E quem tem uma agenda convergente do governo quer governar junto. Não tem nada errado nisso", opinou.

O presidente da Câmara acredita que é necessário"tomar cuidado para não ficar olhando o parlamentar sempre como vilão". "O que é velho e o que é novo? Ninguém me explicou ainda o que é novo. Eu sei o que é certo e o que é errado", definiu. 

Para ele, não se pode criminalizar todo tipo de indicação política no governo: "Não pode transformar a participação de um partido no governo em um crime, que não é".

"Outro dia eu fui no Comando Militar e não tem mais general. Eles estão todos no governo", brincou. "Isso não é velha ou nova política. Eles são quadros de grande qualidade. Agora, por que é que um político não pode ser um quadro de grande qualidade e participar do governo?", perguntou. 

Ele defende que não se pode transformar todo tipo de articulação em crime". "É claro que tem crime, que tem nomeação dolosa, nomeação em troca de favor. Mas essa não pode ser a regra e nem pode ser a preocupação do governo", concluiu.

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