Política

Lorena diz que estatuto exclui evangélicos e Aladilce rebate: 'Não foram alvo de perseguição' 

Estatuto da Igualdade Racial foi aprovado ontem (29) na CMS após polêmica entre vereadores

[Lorena diz que estatuto exclui evangélicos e Aladilce rebate: 'Não foram alvo de perseguição' ]
Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Juliana Almirante no dia 30 de Maio de 2019 ⋅ 10:20

A vereadora Lorena Brandão (PSC) e Aladilce Souza (PCdoB) discutiram, em entrevista à Rádio Metrópole hoje (30), o Estatuto da Igualdade Racial aprovado ontem (29) na Câmara Municipal de Salvador.

"Na verdade, eu realmente fico triste. Acho que o estatuto é excludente. Eu entendo a oposição. Eles estão mais do que assistidos agora. Eu, como jurista, não posso conceber que algo que seja contra a intolerância religiosa seja excludente", acusou Lorena.

Aladilce rebateu o argumento da colega e defende que o Estatuto protege todos os negros, no entanto, cita as religiões de matriz africana por conta da perseguição histórica. Ela ainda acrescenta que a medida deve implantar ações afirmativas para os negros em outras áreas e não só na religião, como saúde, educação, cultura e esporte.

"O ponto da religião é que: 'Qual religião foi perseguida vinculado à raça negra?' São as religiões de matriz africana, que foram proibidas por muito tempo no Código Civil. É essa compreensão, reconhecimento e reparação. Isso não significa que negros de outras religiões estão excluídos. Não foram citadas no estatuto porque não são alvo da perseguição", defendeu a vereadora do PCdoB. 

O presidente da Câmara Municipal, Geraldo Júnior (SD), também defendeu a aprovação do Estatuto, que aconteceu com dificuldade, após discussão horas na sessão, além de toda a discussão anterior entre os vereadores que resultou em emendas ao projeto. 

"Forças ocultas continuaram trabalhando para que não entregássemos a uma população de 80% de pessoas negras esse projeto de lei, que foi trabalhado, emendado e discutido. Depois de mais de quatro horas de sessão, estabelecendo o princípio da democracia, consegui valer o que penso, que o futuro da cidade passa pela Câmara de Salvador", declarou.

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