Política

'Demonstra a parcialidade do juiz', diz Nilo após vazamento mostrar que Moro foi contra investigar FHC

Apesar das críticas, deputado defende que os casos sejam investigados

['Demonstra a parcialidade do juiz', diz Nilo após vazamento mostrar que Moro foi contra investigar FHC]
Foto : Tácio Moreira

Por Adelia Felix no dia 18 de Junho de 2019 ⋅ 20:17

O deputado federal Marcelo Nilo (PSB) criticou, durante entrevista ao Jornal da Cidade – II Edição, na Rádio Metrópole, o ministro da Justiça, Sérgio Moro, e o procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, após novo vazamento de conversas divulgadas pelo The Intercept, nesta terça-feira (18). 

Um trecho do chat privado entre Moro e Dallagnol revela que o ex-juiz discordou de investigações sobre o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) na Lava Jato porque, nas palavras dele, não queria “melindrar alguém cujo apoio é importante”. O diálogo ocorreu em 13 de abril de 2017, um dia depois do Jornal Nacional ter veiculado uma reportagem a respeito de suspeitas contra o tucano. 

“É uma coisa muito grave. Inacreditável. Uma conversa entre um juiz e um procurador federal. Eu já vi de tudo na vida. Entre todas as denúncias... Para mim é a mais grave pois demonstra a parcialidade desses que julgaram a Lava Jato”, lamentou o ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).

Na oportunidade, o deputado disse que Moro tinha uma imagem muito positiva para a população brasileira, “mas está desmoronando”. No entanto, ele ponderou que os fatos devem ser investigados. “Agora, o Brasil vive um momento difícil de grande dificuldade. Você não pode condenar sem investigação. Estamos assombrados. Mas cada vez mais ficamos triste, porque a Lava Jato foi um patrimônio da força do Ministério Público, que fizeram um excelente trabalho, mas cada vez mais a gente ver a parcialidade de alguns que lideraram a força-tarefa. São fatos gravíssimos”.

O deputado acrescentou ainda que tinha admiração pelo atual ministro. “Queira ou não queira ele fez um excelente trabalho. Ajudou a dar limpeza em nosso país. Agora, nós vimos que tudo era armação. Junção entre juiz e procurador que tinham objetivos político”. 

Notícias relacionadas