Política

Paulo Preto deu R$ 740 mil a grupo ligado ao PCC por obra no Rodoanel

Ex-diretor da Dersa é apontado como operador de propinas do PSDB durante o governo José Serra

[Paulo Preto deu R$ 740 mil a grupo ligado ao PCC por obra no Rodoanel]
Foto : Antônio Cruz/Agência Brasil

Por Metro1 no dia 19 de Junho de 2019 ⋅ 15:20

Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da Dersa, estatal paulista de construção de rodovias, ordenou o pagamento de pelo menos R$ 740 mil em dinheiro da empresa a integrantes de grupo ligado à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) em 2009. As informações são do Uol. 

Segundo a publicação, os fatos são apontados em investigação iniciada no Ministério Público de São Paulo (MP-SP), em 2016, e nunca inteiramente concluída.

Paulo Preto, como é conhecido o ex-diretor, é apontado como operador de propinas do PSDB durante o governo José Serra (PSDB-SP), em São Paulo (2007-2010). O advogado de Paulo Vieira de Souza, Alessandro Silvério, não quis comentar o assunto com a reportagem.

De acordo com os autos do processo que correu no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), pelo menos 37 pessoas ligadas à criminalidade na região do Jardim São Francisco e do Jardim Oratório, na zona Sul de São Paulo, e da Vila Iracema, em Barueri, na região metropolitana da capital, foram indenizadas indevidamente. As irregularidades teriam ocorrido em meio a desapropriações para as obras do trecho Sul do Rodoanel Mário Covas e prolongamento da avenida Jacu-Pêssego. A obra foi entregue em 2010.

Destes 37, 13 possuem passagem pela cadeia por crimes como homicídio, tráfico de drogas e roubo, entre outros. Ao menos um preso entrou na lista das indenizações enquanto estava na cadeia, e outro foi indenizado mesmo sendo foragido da Justiça. Nenhum deles teria direito aos cerca de R$ 20 mil que receberam cada, em um total de R$ 740 mil, em valores atualizados, de acordo com investigações feitas na época pelo promotor Cássio Roberto Conserino.

Ainda de acordo com o Uol, a quadrilha na região seria liderada pelos traficantes Gilson, conhecido como Boca, e Rubão, conhecido como Pernambuco. A investigação do MP-SP não aprofundou a apuração para chegar ao nome real dos dois, mas identificou os outros 35.

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