Política

Caso Marielle Franco: Bolsonaro é citado e caso pode parar no STF

Nome do presidente apareceu pela primeira vez na investigação

[Caso Marielle Franco: Bolsonaro é citado e caso pode parar no STF]
Foto : Renan Olaz / CMRJ

Por Matheus Simoni no dia 29 de Outubro de 2019 ⋅ 21:11

O nome do presidente Jair Bolsonaro apareceu pela primeira vez na investigação que apura o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do motorista Anderson Gomes.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro teve acesso ao caderno de visitas do condomínio na Barra da Tijuca, na Zona Sul da capital, local onde mora o presidente e Ronie Lessa, apontado como autor dos disparos contra a dupla no ano passado.

Segundo informações do Jornal Nacional, da Rede Globo, um dos envolvidos no caso afirmou na portaria que iria visitar Bolsonaro, mas acabou indo até a casa do PM reformado.

A citação ao presidente da República pode levar a investigação ao Supremo Tribunal Federal (STF), já que ele tem foro privilegiado. No dia da suposta visita, Bolsonaro estava em Brasília ao invés de sua residência do Rio.

Nesta semana, novos áudios mostram conversa entre o vereador Marcello Siciliano (PHS) e um suspeito de envolvimento com milícias, Jorge Alberto Moreth, afirmando que o ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ) Domingos Brazão seria o mandante do assassinato da vereadora.

Brazão teria pagado R$ 500 mil pela execução. Além disso, as conversas apontam outros três envolvidos no caso. Conhecido como Beto Bomba, Moreth é um dos chefes da milícia que atua em Rio das Pedras, na zona oeste do Rio. Na conversa com Siciliano, Moreth indicou três homens que seriam os verdadeiros assassinos de Marielle e Anderson: Leonardo Gouveia da Silva, o Mad; Leonardo Luccas Pereira, o Leléo; e Edmilson Gomes Menezes, o Macaquinho. As informações têm como base uma denúncia do Ministério Público Federal (MPF).

 

Notícias relacionadas

[Podemos decide expulsar Marco Feliciano]
Política

Podemos decide expulsar Marco Feliciano

Por Juliana Rodrigues no dia 10 de Dezembro de 2019 ⋅ 10:00 em Política

Em nota, deputado se disse orgulhoso de ter sido expulso da legenda por apoiar Bolsonaro