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Política

Governadores do Nordeste repudiam declaração sobre retorno do AI-5: 'Ditadura nunca mais'

Em seu perfil no Facebook, o governador da Bahia, Rui Costa reforçou o discurso

[Governadores do Nordeste repudiam declaração sobre retorno do AI-5: 'Ditadura nunca mais']
Foto : Fernando Vivas / Governo da Bahia

Por Metro1 no dia 31 de Outubro de 2019 ⋅ 17:58

Governadores do Nordeste emitiram uma nota de repúdio contra declarações do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que afirmou se a esquerda “radicalizar” no Brasil, uma das respostas do governo poderá ser “via um novo AI-5”. A entrevista do parlamentar, líder do PSL na Câmara dos Deputados, foi divulgada nesta quinta-feira (31) no canal do YouTube da jornalista Leda Nagle. Ele comentava os protestos que estão acontecendo em outros países da América Latina.

“Os governadores do Nordeste repudiam ameaças autoritárias, a exemplo da absurda sugestão de edição de um novo AI-5. Defender a democracia é fundamental para que haja paz e prosperidade no Brasil. Ditadura nunca mais”, informa a nota.

O texto é assinado por Rui Costa (Bahia), Renan Filho (Alagoas), Camilo Santana (Ceará), Flávio Dino (Maranhão), João Azevedo (Paraíba), Wellington Dias (Piauí), Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte), Belivaldo Chagas (Sergipe) e Paulo Câmara (Pernambuco).

Em seu perfil no Facebook, o governador da Bahia, Rui Costa reforçou o discurso. “Lutar pela liberdade, pela paz social, pela felicidade, pelo respeito ao pensamento… Por um Brasil cada vez mais livre e justo. Este é o caminho! Mas tem gente pregando o contrário. É inaceitável desejar a volta de tempos sombrios, de mordaças e trevas. Declaração extremamente infeliz do deputado Eduardo Bolsonaro, que merece imediata retratação pública. O país está indignado. Democracia sempre”.

O Ato Institucional 5 (AI-5) foi baixado no dia 13 de dezembro de 1968, no governo de Costa e Silva, um dos cinco generais que governou o Brasil na ditadura militar (1964-1985). A medida é considerada um dos atos de maior poder repressivo tomado na ditadura, resultando na cassação mandatos políticos e suspensão de garantias constitucionais.

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