Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Política

Cúpula da PGR avalia que federalização do caso Marielle após citação a Bolsonaro será 'remédio'

No entanto, aliados e familiares de Marielle são contra tornar a investigação de responsabilidade federal

[Cúpula da PGR avalia que federalização do caso Marielle após citação a Bolsonaro será 'remédio']
Foto : Renan Olaz/ CMRJ

Por Juliana Almirante no dia 06 de Novembro de 2019 ⋅ 10:40

Integrantes da cúpula da Procuradoria-Geral da República (PGR) declaram reservadamente ao Blog de Andréia Sadi, do G1,  que federalizar a investigação dos assassinatos de Marielle Franco e do motorista dela, Anderson Gomes, será um "remédio processual" após a citação do presidente Jair Bolsonaro no caso.

A retirada da investigação das autoridades locais para a federalização foi solicitada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) pela antecessora de Augusto Aras na PGR, Raquel Dodge.

Diante dos fatos novos sobre Bolsonaro, segundo fontes do PGR, a federalização "ganha corpo, fortalece", nas palavras de um procurador. A solução, conforme avaliam, seria um "remédio processual" para garantir "imparcialidade à investigação" sobre o crime.

O STJ pode decidir sobre a eventual federalização ainda neste mês.

Aliados e familiares de Marielle Franco são contra a federalização. O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) argumenta que enxerga com "preocupação" uma linha de investigação que seria conduzida pelo ministro Sergio Moro, chefe da Polícia Federal (PF).

"Ele é ministro de Bolsonaro, tem demonstrado pouca autonomia. Não tem nada a ver com a Polícia Federal, mas com condução política do caso, já que uma das linhas de investigação pode envolver essa citação ao presidente. A nossa preocupação é a pouca autonomia para investigar e, além disso, as investigações locais chegaram ao escritório do crime", criticou.
 

Notícias relacionadas