Política

CPMI das Fake News quer seguir rede que fez disparos em massa nas eleições de 2018

Os parlamentares investigam de que maneira a empresa Yacows obteve CPFs de idosos, que foram usados para registrar chips de celular e garantir o envio de mensagens

[CPMI das Fake News quer seguir rede que fez disparos em massa nas eleições de 2018]
Foto : Geraldo Magela/Agência Senado

Por Juliana Almirante no dia 19 de Fevereiro de 2020 ⋅ 09:20

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News quer apurar a rede de empresas de marketing digital que foi responsável por disparos de mensagens em massa pelo WhatsApp nas eleições de 2018.

Os parlamentares investigam de que maneira a empresa Yacows obteve CPFs de idosos, que foram usados para registrar chips de celular e garantir o envio de mensagens para beneficiar políticos.

Uma das suspeitas é de que a empresa faria parte de uma rede de terceirizadas contratadas pela AM4, que prestou serviços para a campanha presidencial de Jair Bolsonaro.

Em outubro daquele ano, reportagem da Folha revelou que empresários teriam usado a Yacows e ao menos outras três empresas para distribuir mensagens com conteúdos apócrifos, contra a campanha do então candidato à presidência Fernando Haddad (PT).

A CPMI já identificou 24 números e centenas de endereços de IPs que estariam envolvidos na operação. A intenção da CPMI é que Flávia Alves e Lindolfo Alves Neto, sócios da Yacows, convocados a depor amanhã, esclareçam a participação da empresa nos envios de propaganda eleitoral pelo WhatsApp. 

Eles eram os chefes de Hans River do Rio Nascimento, que confirmou o uso dos CPFs pela empresa, acusou a jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha, de querer matéria em troca de sexo e foi desmentido pelo jornal.

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