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FHC avalia que Bolsonaro é 'fruto dos erros do PT'

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FHC avalia que Bolsonaro é 'fruto dos erros do PT'

'Quem votou no Bolsonaro, votou no negativo: não ao PT, não à bagunça e não à desordem', disse ex-presidente

FHC avalia que Bolsonaro é 'fruto dos erros do PT'

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Por: Matheus Simoni no dia 22 de abril de 2020 às 14:55

O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB) não poupou críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT), legenda do seu sucessor no cargo do Executivo, Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista a Mário Kertész hoje (22), na Rádio Metrópole, ele comentou o atual momento político do país e avaliou que parte do que é visto ocorre por conta de desmandos cometidos no governo petista. Para FHC, o Bolsonaro é "fruto dos erros do PT".

"Quem votou no Bolsonaro, votou no negativo: não ao PT, não à bagunça e não à desordem. Ele nunca foi positivo ou o que vai fazer. Ele diz hoje o que dizia no passado. Só que o passado passou, cadê o PT? Qual o grande consigna político do PT? Libera o Lula. O Lula tá livre. Mais ou menos, mas está. Não resolve. O Lula é esperto, ele deve ter percebido isso. Ele não vai voltar, não adianta. Bolsonaro foi fruto daquele momento, e quem criou aquele momento foi o PT e a presidente Dilma", disse o tucano.

FHC comentou o período que teve o PT como oposição na presidência da República. Ele afirmou que, durante a elaboração do Plano Real, o processo de tramitação da proposta contou com ampla rejeição da legenda.

"Muitas vezes as pessoas pensam que eu sou aliado, mas não sou. O que o PT fez no meu tempo foi infernal. 'O Real não é sonho, é pesadelo', colocaram cartazes. Chamei todos eles e conversamos, mas não adiantou. Porque queriam o poder, tiveram o poder, abusaram do poder e confundiram poder com dinheiro e dinheiro, em parte, pessoal. Fizeram um desastre. Não vou dizer que a Dilma tenha entrado, o desastre dela é outro e não é de corrupção. No conjunto, levaram Bolsonaro", comentou.

"Temos que saber como vamos sair disso. Não adianta jogar pedra só no Bolsonaro. Política não adianta ter ideia. Na academia, ponha seu nome abaixo da ideia. Na política não, a ideia é sua e de outra para achar que é deles. Tem que ter alguém com a capacidade de levantar o país", acrescentou o ex-presidente.