Política

Haddad aponta favorecimento de Bolsonaro em 2018: 'Em condições normais, teríamos ganhado a eleição'

Em entrevista à Rádio Metrópole, petista afirmou que, se esquema de desvio de dinheiro fosse de conhecimento público, atual presidente não teria chegado a mais da metade dos votos válidos

[Haddad aponta favorecimento de Bolsonaro em 2018: 'Em condições normais, teríamos ganhado a eleição']
Foto : Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Por Matheus Simoni no dia 19 de Maio de 2020 ⋅ 08:31

O ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) criticou o suposto benefício ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nas eleições de 2018, quando o petista concorreu contra o capitão reformado do Exército no segundo turno. Em entrevista a Mário Kertész hoje (19), durante o Jornal da Bahia no Ar da Rádio Metrópole, ele afirmou que, se fosse de conhecimento público os esquemas criminosos relacionados ao filho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), ele não teria sucesso no pleito.

"Tivemos uma avalanche de ações, não falando da corporação em si, mas de vários indivíduos que começaram a mexer no campo. Eu te garanto que se o Lula fosse candidato, ganharia a eleição, e se eu fosse candidato em nome desse projeto, em condições normais de temperatura e pressão, e ninguém puxar para um lado ou outro, também teríamos ganhado a eleição. O que aconteceu nesta semana foi um absurdo", declarou Haddad.

Ainda segundo o petista, não há indícios de que Bolsonaro tem condições de retirar o país da crise instalada pela pandemia de coronavírus. "Hoje na presidência temos um presidente que está colocando o Brasil numa situação vexatória. Estamos pagando dois preços: pelo vacilo, falta de determinação e clareza do que fazer, não temos gabinete de crise ou sala de situação, sequer temos ministro da Saúde no meio de uma pandemia", declarou o ex-ministro.

Haddad ainda fez críticas aos filhos do presidente Bolsonaro. "É uma pessoa muito despreparada. E os filhos agem cada um para um lado. Um é mais agressivo contra as instituições brasileiros, o outro é mais agressivo com os países parceiros do Brasil e o outro é agressivo com as milícias. São três meninos delinquentes e um presidente perdido. Estamos pagando um preço muito caro", declarou.

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