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Wagner cita "coisa de moleque" de Cunha e desafia: "Pode colocar pra votar"

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Wagner cita "coisa de moleque" de Cunha e desafia: "Pode colocar pra votar"

O chefe da Casa Civil Jaques Wagner (PT) se mostrou muito confiante na manutenção do mandato da presidente Dilma Rousseff (PT), que está sob a ameaça de um processo de impeachment. De acordo com o ex-governador da Bahia, a chantagem de Eduardo Cunha (PMDB), presidente da Câmara dos Deputados, é "coisa de moleque". [Leia mais...]

Wagner cita "coisa de moleque" de Cunha e desafia: "Pode colocar pra votar"

Foto: Agência Brasil

Por: Felipe Paranhos no dia 08 de dezembro de 2015 às 08:55

O chefe da Casa Civil Jaques Wagner (PT) se mostrou muito confiante na manutenção do mandato da presidente Dilma Rousseff (PT), que está sob a ameaça de um processo de impeachment. De acordo com o ex-governador da Bahia, a chantagem de Eduardo Cunha (PMDB), presidente da Câmara dos Deputados, é "coisa de moleque". 

Wagner destacou que o governo pretende apressar o processo regimental de impeachment, sem esperar o retorno dos deputados do recesso de fim de ano. Segundo apontam caciques do PT, o não-rompimento das relações com Cunha iria prender o governo política e economicamente até o fim do mandato de Dilma. Segundo o chefe da Casa Civil, "é melhor um final trágico do que uma tragédia sem fim"

"Eu estou muito à vontade. Isso [a informação de que o deputado André Moura, interlocutor peemedebista de Wagner para os assuntos com Eduardo Cunha, teria gravado uma entrevista em que o governo barganharia apoio em troca da 'salvação' do presidente da Câmara dos Deputados] é coisa de moleque. Se ele quiser colocar no ar, pode colocar na rua. Eu nunca pedi ao André Moura, que era quem vinha falar comigo pelo Cunha, sobre essa questão de impeachment. Não se pode viver sob ameaça. É melhor um final trágico do que uma tragédia sem fim. Pode colocar para votar, nós temos o número necessário. Ninguém sabe de crime nenhum. Me faça uma garapa: nego perdeu a eleição e quer ganhar no tapetão", falou.

Jaques Wagner ainda deu a entender que o vazamento da carta enviada por Michel Temer aconteceu por parte do PMDB. "Não acredito em divulgação pelo palácio. A única cópia que chegou à presidente da República ficou na mão dela. Ela estava preparando uma resposta. Se depender de mim, ela chama o Michel e fala pessoalmente. Eles trabalham um do lado do outro. Não ficam enviando carta um para o outro", declarou.