Política

Defesa diz que acionará PGR contra declaração 'leviana' de Gilmar Mendes

No último sábado (11) Gilmar disse que o Exército se associou a um “genocídio”, em alusão à condução da pandemia pelo governo Bolsonaro; o país está sem ministro da Saúde

[Defesa diz que acionará PGR contra declaração 'leviana' de Gilmar Mendes ]
Foto : Tânia Regô / Agência Brasil

Por Luciana Freire no dia 13 de Julho de 2020 ⋅ 15:20

O Ministério da Defesa rebateu hoje (13) as críticas feitas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que, no último sábado (11), disse que o Exército se associou a um “genocídio”, em alusão à condução do governo Bolsonaro frente à epidemia da Covid-19.

Em nota, o Ministério da Defesa disse repudiar a frase de Gilmar Mendes e disse que o comentário causou indignação. “Comentários dessa natureza, completamente afastados dos fatos, causam indignação. Trata-se de uma acusação grave, além de infundada, irresponsável e sobretudo leviana. O ataque gratuito a instituições de Estado não fortalece a democracia”, disse um trecho da nota.

“Informamos que o MD (Ministério da Defesa) encaminhará representação ao Procurador-Geral da República (PGR) para a adoção das medidas cabíveis”, disse outro trecho da nota.

A nota foi assinada pelo ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva e pelos comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica.

O comunicado diz ainda que, durante a epidemia, as Forças Armadas estão “completamente empenhadas justamente em preservar vidas”.

No sábado (11), Gilmar Mendes criticou a atuação do governo federal na condução da epidemia da Covid-19 e criticou os militares. "Não é aceitável que se tenha esse vazio no Ministério da Saúde. Pode até se dizer: a estratégia é tirar o protagonismo do governo federal, é atribuir a responsabilidade a estados e municípios. Se for essa a intenção é preciso se fazer alguma coisa. Isso é ruim, é péssimo para a imagem das Forças Armadas. É preciso dizer isso de maneira muito clara: o Exército está se associando a esse genocídio, não é razoável. Não é razoável para o Brasil. É preciso pôr fim a isso", disse Gilmar Mendes.

Com as críticas de Gilmar, integrantes do governo defendem que o ministro interino da Saúde, General Pazuello peça reserva para blindar o Exército de críticas de que se mistura com a política. Segundo o Blog da Andréia Sadi, no portal G1, Pazuello já tinha sinalizado que pediria reserva no final do mês.

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