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Senado: petistas e peemedebistas são os que mais têm pendências no STF

Segundo levantamento do site Congresso em Foco, de cada dez senadores, quatro estão sendo investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). [Leia mais...]

Senado: petistas e peemedebistas são os que mais têm pendências no STF

Foto: Agência Brasil

Por: Matheus Morais no dia 14 de dezembro de 2015 às 09:47

Segundo levantamento do site Congresso em Foco, de cada dez senadores, quatro estão sendo investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com a publicação, dos 81 integrantes do Senado, pelo menos 31 respondem a inquérito ou ação penal no STF. Quase metade dos investigados são do PMDB e do PT, juntos eles somam 14 nomes na lista dos senadores com alguma acusação criminal.

Os dados do Congresso em Foco apontam ainda que entre os 19 peemedebistas na Câmara, nove são investigados por algum tipo de crime. Na mesma situação se encontram cinco dos 13 petistas. Em seguida, aparecem o PP e o PSDB com quatro parlamentares cada. Na bancada do Partido Progressista, apenas Ana Amélia (RS) e Wilder Morais (GO) não respondem a inquérito ou ação penal. Há 11 tucanos no Senado.

Entre as suspeitas estão crimes de corrupção, contra a Lei de Licitações e eleitorais até delitos como os chamados crimes de opinião. 14 senadores são investigados na Operação Lava Jato – do líder do PT, Humberto Costa (PE), ao presidente do oposicionista DEM, José Agripino Maia (RN). Entre eles, só o ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL) foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República por corrupção e lavagem de dinheiro.

Delcídio virou alvo de denúncia por tentar obstruir a Justiça. O ex-presidente é alvo de outros três inquéritos. Relator da Lava Jato no Supremo, o ministro Teori Zavascki ainda não marcou data para examinar a denúncia.


Já o peemedebista Renan Calheiros, presidente do Senado, também responde na Lava Jato a cinco inquéritos por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e corrupção passiva.

O senador ainda é investigado no Inquérito 2593, que apura denúncia que o levou a renunciar à Presidência do Senado, em 2007. Desde janeiro de 2013, há um parecer da Procuradoria-Geral da República oferecendo denúncia contra o parlamentar no caso. Dois anos e meio depois, o pedido não foi analisado. Renan é acusado de peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso.