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Governo Bolsonaro viciou Congresso em emendas secretas, diz Jaques Wagner
Senador do PT foi entrevistado na Rádio Metropole nesta sexta-feira (12)

Foto: Metropress/Fernanda Vilas Boas
O senador Jaques Wagner (PT) disse, nesta sexta-feira (12), que a aparente falta de apoio dos parlamentares na Câmara dos Deputados ao governo Lula (PT) tem relação com o estabelecimento de uma lógica “nociva” criada no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Na avaliação do ex-governador da Bahia, os deputados se acostumaram com uma relação de troca de votos na Casa Legislativa por emendas secretas. “Qual foi o problema? Bolsonaro não tinha um programa de governo, não era uma liderança para conduzir o país, mas para destilar ódio. O Congresso acabou se acostumando com essa lógica. Aí vieram as emendas secretas, o orçamento secreto. Então, foram quatro anos que degradam a política e acabam viciando muito o Congresso em uma lógica de ‘tudo bem, eu voto com você, mas me dê a emenda’”, falou. “No exercício da política, os quatro anos do ex-presidente foram muito nocivos”, emendou, em entrevista à Rádio Metropole.
Apesar da derrota no Projeto de Decreto Legistaltivo (PDL) que sugeria mudanças no Marco do Saneamento, com suporte de partidos aliados, Wagner disse que não se pode concluir ainda uma falta de apoio definitiva no Congresso.
“A depender da matéria, a base cresce ou diminui. O chamado arcabouço fiscal, que foi mandado pelo ministro [da Fazenda, Fernando] Haddad para o Congresso, eu acho que vai ter um número bastante grande votando a favor porque todo mundo reconhece que é preciso. [...] Mas quando chegam determinadas matérias, é óbvio que não tem base sólida. Óbvio que não tem alinhamento em tudo, ainda é uma base que pode crescer ou pode diminuir. Essa coisa só vai se firmar na caminhada”, concluiu.
Sobre liberação dos R$ 9 bilhões aos parlamentares do Congresso nesta sexta-feira, Wagner explicou que não são relativas ao orçamento secreto, mas emendas impositivas. "Não foram emendas do orçamento secreto, são emendas impositivas, estão na lei, o governo é obrigado a pagar. Era esse atraso que tava sendo a tensão com o Congresso, então óbvio que tem pagar. Lula disse 'nós fizemos acordo? É impositivo? Então, não adianta ficar correndo porque acaba irritando e a gente só vai perdendo tempo'", esclareceu.
Confira a entrevista na íntegra:
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