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“Não adianta produzir sem alcançar o público”, afirmam produtores sobre desafios do cinema brasileiro
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“Não adianta produzir sem alcançar o público”, afirmam produtores sobre desafios do cinema brasileiro
Marília Hughes e Bruno Masi destacam distância entre produção audiovisual e acesso do público às obras

Foto: Fernanda Vilas Boas/Metropress
A dificuldade de distribuição e o distanciamento entre os filmes e o público foram apontados como os principais desafios do audiovisual brasileiro durante participação da coordenadora do festival Panorama Coisa de Cinema, Marília Hughes e do diretor Bruno Masi no Revele, da Rádio Metropole.
A coodenadora destacou que o modelo atual de políticas públicas ainda prioriza a produção em detrimento da circulação das obras. “A produção não tem uma responsabilidade em dar resultado. O produtor procura a sala de cinema quase como uma prestação de contas, não por uma estratégia de conquistar o público”, disse. Ela também criticou a falta de retorno sobre exibições em plataformas digitais. “Você não sabe quantas pessoas viram, os dados não transparentes", explicou.
Os dois explicaram que o festival Panorama Coisa de Cinema tem como foco justamente essa aproximação com o público e o fortalecimento da cadeia audiovisual. “A gente produz para ser visto, não para ser engavetado […] todos os atores do cinema têm que estar implicados na conquista do público”, afirmou Bruno, ao defender maior articulação entre produção e distribuição.
Confira entrevista completa:
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