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Após pressão do Grupo Wagner, Jamil Chade diz que há 300 milícias na Rússia que podem ameaçar Putin
O jornalista, que atua como correspondente na Europa, analisou o rompimento do pacto entre o grupo Wagner e a Rússia

Foto: Reprodução/Grupo Metropole
O jornalista Jamil Chade falou, em entrevista à Rádio Metropole nesta quarta-feira (28) sobre os últimos desdobramentos envolvendo a Guerra na Ucrânia e o grupo Wagner - formado por mercenários que, na última semana, ameaçou a Rússia de uma rebelião.
O jornalista, que atua como correspondente na Europa, analisou que o rompimento do pacto entre o grupo Wagner e a Rússia, seguido pela posterior renegociação, possibilita que outros grupos contratados pelo governo russo se sintam encorajados a contestar os acordos estabelecidos com o país.
"Um dado alarmante é que, além do grupo Wagner, existem outras 300 milícias na Rússia que fazem parte do pacto. Quem disse que nos próximos meses, esses outros grupos não vão querer renegociar? Lembrando que não sabemos o que foi negociado, e dificilmente saberemos", apontou o jornalista, em entrevista ao âncora Mário Kertész.
Chade ressaltou ainda que a atuação de grupos mercenários não é nova, mas surgiu há mais de 20 anos, à época da Guerra do Iraque e no Afeganistão, envolvendo os Estados Unidos.
"Grupos mercenários são bem-vindos por governos que querem que alguém faça o trabalha sujo por eles, sem que eles precisem sujar a mão. Americanos fazem isso e russos fazem isso. A grande diferença, agora, é que esse grupo de mercenários bateram na mesa e ameaçaram a Rússia de se voltar contra eles", avaliou.
Veja a entrevista completa:
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