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Sergio Augusto lê discurso do Papa como alerta político a Hollywood: “a situação está ficando insustentável”
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Sergio Augusto lê discurso do Papa como alerta político a Hollywood: “a situação está ficando insustentável”
Durante o Três Pontos de quarta (19), o jornalista explicou como a fala de Leão XIV revela o peso das pressões políticas sobre o cinema

Foto: Reprodução/Youtube
O recente discurso do Papa Leão XIV a cineastas, atores e diretores no Vaticano reacendeu o debate sobre o declínio das salas de exibição e as pressões políticas que atravessam Hollywood. O pontífice, que chamou o cinema de “oficina de esperança” e alertou para a lógica dos algoritmos que empobrece a arte, repercutiu também no Brasil. Para o jornalista Sergio Augusto, a fala revelou não só um papa surpreendentemente cinéfilo, mas a gravidade do momento vivido pela indústria. A análise foi feita durante o Três Pontos desta quarta-feira (19).
“Ele fez uma análise muito boa do cinema, do caminho do cinema, da importância do cinema e do futuro do cinema, porque ele já aventou algumas expostas, até falado de streaming, etc. E ele manifestou muito preocupado com as formas de impressão de cinema. Me pareceu muito um discurso a partir das pressões que o Trump está fazendo contra tudo, e mais sobretudo sobre a indústria cinematográfica nos Estados Unidos. E é uma coisa rara”, disse.
Augusto afirmou que o discurso surpreende pelo contexto: Leão, primeiro papa norte-americano, defende o cinema em um momento de salas esvaziadas, algoritmos dominando narrativas e estúdios reagindo à postura política de seus artistas. Para o jornalista, a fala ganha força num cenário em que apoio à Palestina, críticas a Trump e disputas internas expõem riscos crescentes de cerceamento.
“A Paramount deu um sinal verde para boicote, um evidente boicote para os atores, de cancelamento de contrato, de botar no escanteio. Tanto que a Jane Fonda está querendo recriar aquele comitê de emenda à Constituição, que na época do McCarthy, em 1947, juntouse um bando de cineastas e atores, que foram até Washington, na época do McCarthy, fazer protesto e tal, e a Jane Fonda acha que deveriam fazer algo parecido agora, e a situação está ficando insustentável”, concluiu.
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